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Metalúrgicos da Scania fazem plebiscito para avaliar proposta

Acordo, válido por dois anos, prevê 5% de reajuste agora e R$ 4 mil de abono em janeiro, além de reajuste pelo INPC na próxima data-base
por Redação RBA publicado 24/10/2016 14h21, última modificação 24/10/2016 17h13
Acordo, válido por dois anos, prevê 5% de reajuste agora e R$ 4 mil de abono em janeiro, além de reajuste pelo INPC na próxima data-base
reprodução/esquerda diário/pstu
greve scania.jpg

Proposta de acordo inclui ainda adicional, em janeiro de 2018 e de 2019, conforme o resultado da produção

São Paulo – O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC fará plebiscito na Scania, em São Bernardo do Campo, para avaliar proposta de acordo feita pela empresa e submetida em assembleia na manhã de hoje (24). A proposta foi aprovada, mas, como a votação foi considerada apertada, o sindicato decidiu pela realização de nova consulta. "Os trabalhadores votarão um a um, ao longo do dia, em urnas localizadas no interior da fábrica. “É uma forma de tirar qualquer dúvida que possa pairar sobre o resultado. Os companheiros vão registrar seus votos e assim teremos um quadro exato do que eles desejam”, afirmou Carlos Caramelo, diretor executivo da entidade e funcionário na Scania.

A assembleia havia encerrado greve que durou cinco dias. Segundo o sindicato, a proposta de acordo, com duração de dois anos, prevê reajuste salarial de 5% retroativo à data-base (1º de setembro) e abono de R$ 4 mil a ser pago em janeiro próximo. Para 2017, eles terão garantido aumento com base na variação do INPC.

Ainda conforme o sindicato, negociação realizada durante o fim de semana resolveu o impasse que levou à paralisação. O período de estabilidade foi prorrogado por três meses, até dezembro do ano que vem. Além disso, o contrato dos temporários será renovado e o 13º do ano que vem, antecipado para fevereiro.

O acordo a ser reavaliado inclui ainda adicional nos salários, em janeiro de 2018 e de 2019, se a produção anual atingir ou superar 16 mil unidades, entre caminhões e ônibus. O valor será de 0,5% a cada mil veículos a mais.

Segundo Caramelo, a empresa se comprometeu a manter no Brasil os volumes de produção voltados para exportação. "Esse é um dos pontos importantes. Com a aprovação do acordo e o retorno ao trabalho, ficam preservados os níveis de competitividade da planta brasileira, o que garante a capacidade de exportação a partir daqui."

Quatro dos cinco dias serão incluídos no banco de horas.