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CAMPANHA SALARIAL

Bancários continuam negociações com Fenaban nesta quarta

Rodada iniciada ontem (27) não chegou a acordo e greve continua, com adesão recorde e maior paralisação desde 2004
por Redação RBA publicado 28/09/2016 09h33, última modificação 28/09/2016 11h45
Rodada iniciada ontem (27) não chegou a acordo e greve continua, com adesão recorde e maior paralisação desde 2004
reprodução/Bancários SP
greve

'Cabe agora à Fenaban apresentar proposta decente com ganhos para os funcionários ou a paralisação vai continuar'

São Paulo – A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) vai se reunir internamente na manhã de hoje (28), e na parte da tarde, às 15h, as negociações com o Comando Nacional dos Bancários serão retomadas. Ontem (27), a entidade patronal voltou à mesa de negociação com proposta de novo modelo de acordo com validade de dois anos. Os bancários reafirmaram que, seja qual for a proposta, deve contemplar emprego, saúde, vales, creche, piso, igualdade de oportunidades e segurança.

"Nossa orientação é que a greve continue forte em todo o País. Somente com a nossa mobilização vamos conquistar um acordo que atenda às demandas da categoria", ressaltou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Roberto von der Osten, um dos coordenadores do Comando Nacional.

"Voltaremos a nos reunir nesta quarta-feira e esperamos uma proposta completa dos bancos, que possa ser avaliada pelos bancários. Os trabalhadores estão demonstrando toda sua disposição de negociar e resolver a campanha. Cabe agora à Fenaban apresentar proposta decente, com ganhos para os seus funcionários, ou a paralisação vai continuar em todo o Brasil", afirmou a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira, vice da Contraf e também coordenadora do Comando.

Ontem, quando os bancários completaram o 22º dia de greve, 13.449 agências e 36 centros administrativos tiveram as atividades paralisadas. O número representa 57,5% agências de todo o país, um recorde para a categoria.

As principais reivindicações são reajuste salarial de 9,62% (reposição da inflação mais 5% de aumento real), piso salarial de R$ 3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese, em valores de junho) e participação nos lucros ou resultados (PLR) equivalente a três salários mais R$ 8.317,90, entre outras.