áreas primárias

Trabalhadores da Usiminas avaliam desativação que pode levar a 1.800 demissões

Siderúrgica fechará sinterizações, coquerias, o segundo alto-forno e aciaria em até quatro meses. Sintracomos, que representa terceirizados, faz reunião amanhã, em sua sede, em Santos, a partir das 15h

Arquivo Sintracomos
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Usiminas em Cubatão: sindicato está preocupado também com trabalhadores de 18 prestadoras de serviços

São Paulo – Sindicatos da Baixada Santista e litoral reúnem-se amanhã (3) para debater os efeitos da desativação das áreas primárias da Usiminas na região. A reunião será realizada às 15h, em Santos, na sede do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Montagem e Manutenção Industrial (Sintracomos), que representa 3 mil terceirizados em atividade na fábrica de aço.

A desativação na siderúrgica, dentro dos próximos quatro meses, foi anunciada na quinta-feira (29) pela própria Usiminas, e poderá resultar em 1.800 demissões diretas na empresa. O presidente do Sintracomos, Macaé Marcos Braz de Oliveira, está preocupado também com os trabalhadores de 18 empreiteiras que prestam serviços à fábrica de aço.

Para o sindicalista, são 3 mil famílias, perto de 10 mil pessoas, preocupadas com a possibilidade de desemprego e comprometimento de seu futuro imediato. Ainda que a Usiminas diga tratar-se de desativação temporária, não se sabe se ela será definitiva”, adverte Macaé. Segundo ele, há rumores de que a empresa poderia transformar sua atividade industrial em portuária, o que resultaria em milhares de demissões.

Nós, trabalhadores, somos vítimas da enorme crise capitalista que assola o planeta, onde a imensa maioria é vítima dos poucos que dominam o chamado ‘mercado’”, lamenta Macaé. A Usiminas desativará as sinterizações, coquerias, o segundo alto-forno (o primeiro foi paralisado em maio), aciaria e atividades associadas a essas áreas. A estimativa é que o processo seja concluído entre três e quatro meses.

Infelizmente, nos deparamos agora com essa notícia bombástica da Usiminas”, diz o sindicalista. Para ele, o enfrentamento da crise tem de ser coletivo e não individual. Não resolverá o Sintracomos adotar medidas próprias e o mesmo ser feito pelos sindicatos dos metalúrgicos e de trabalhadores em refeições coletivas, para citar apenas três. Temos de pensar em bloco, inclusive com outros segmentos sociais, empresariais e políticos”, defende.