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Após 21 dias

Bancários aprovam proposta da Fenaban e encerram greve

Assembleia em São Paulo aceita reajuste de 10% nos salários e de 14% nos vales. Funcionários do BB e da Caixa também ratificam acordo. Outras regiões avaliam negociação fechada apenas no fim de semana
por Redação RBA publicado 26/10/2015 19h09, última modificação 26/10/2015 20h05
Assembleia em São Paulo aceita reajuste de 10% nos salários e de 14% nos vales. Funcionários do BB e da Caixa também ratificam acordo. Outras regiões avaliam negociação fechada apenas no fim de semana
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Haverá anistia de 63% dos dias para quem faz jornada de seis horas e de 72% para quem cumpre oito

São Paulo – Bancários do setor privado na base do sindicato da categoria em São Paulo, Osasco e Região aprovaram no início da noite de hoje (26), em assembleia, acordo com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que prevê 10% de reajuste salarial na data-base (1º de setembro) e aumento de 14% nos vales alimentação e refeição, além da 13ª cesta. Com isso, encerram a greve, que completou 21 dias. Assembleias estão sendo realizadas por todo o país e devem ratificar a aprovação. "Com esse índice, em 12 anos vamos acumular 20,83% de ganho real nos salários e 42,3% nos pisos", afirmou a presidenta do sindicato, Juvandia Moreira.

A proposta inicial dos bancos era de 5,5% de reajuste (ante 9,88% de inflação em 12 meses, com base no INPC-IBGE) e R$ 2.500 de abono. Depois de semanas sem  negociação, a entidade patronal ofereceu 7,5% sem abono, 8,75% e, finalmente, 10%. Essa última proposta foi apresentada na última sexta-feira (23), mas a discussão se estendeu para o sábado, por causa do item sobre desconto de dias parados. Também no fim de semana, foram mantidas negociações específicas com o Banco do Brasil e com a Caixa Econômica Federal.

De acordo com o sindicato, haverá anistia de 63% dos dias para quem faz jornada de seis horas e de 72% para quem cumpre oito horas diárias. A compensação será de no máximo uma hora por dia, entre 4 ou 5 de novembro e 15 de dezembro.

Para a participação nos lucros ou resultados (PLR), a regra básica prevê 90% do salário reajustado em 10% mais R$ 2.021,79, limitado a R$ 10.845,92. Se o montante for inferior a 5% do lucro líquido do banco em 2015, o valor aumenta até atingir 5% ou 2,2 salários do empregado, com teto de R$ 23.861. O vale-refeição vai a R$ 29,64 por dia.

Em outra assembleia, funcionários da Caixa também aceitaram o acordo, que inclui suspensão do plano Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP) e manutenção da chamada PLR social, correspondente a distribuição linear, entre os funcionários, de 4% do lucro líquido. A proposta do Banco do Brasil também foi aprovada.