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Professor da rede pública é eleito para presidência da CUT de São Paulo

Douglas Izzo vai liderar a entidade até 2019. Paridade de gênero também é destaque na eleição com 900 delegados, realizada hoje (28) em Águas de Lindoia, no encerramento do congresso
por Redação RBA publicado 28/08/2015 16h37, última modificação 29/08/2015 21h34
Douglas Izzo vai liderar a entidade até 2019. Paridade de gênero também é destaque na eleição com 900 delegados, realizada hoje (28) em Águas de Lindoia, no encerramento do congresso
Gerardo Lazzari / CUT-SP
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Sindicalistas comemoram a eleição da nova diretoria, durante congresso realizado em Águas de Lindóia, com 900 delegados

São Paulo – O professor Douglas Izzo, efetivo de Geografia e Sociologia da rede pública de São Paulo e representante do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado (Apeoesp), foi empossado hoje (28) como novo presidente da CUT São Paulo para o próximo quadriênio, no dia em que se comemoram 32 anos de fundação da central. Cerca de 900 delegados no 14º Congresso Estadual (Cecut) da CUT paulista, em Águas de Lindoia, elegeram por unanimidade a nova diretoria executiva e o conselho fiscal.

Um destaque da eleição é a paridade de gêneros, com 50% de mulheres e homens na direção. O congresso ocorre em um momento político marcado pelo avanço do conservadorismo no país e em meio a uma crise política e econômica que vem afetando setores como a indústria, com centenas de demissões de metalúrgicos. Nesse contexto, dirigentes de diferentes ramos marcaram posições em debates, por quatro dias, diante do tema “Por um Projeto Popular para Mudar São Paulo”, que norteou o evento.

Douglas, que ocupava a vice-presidência, apontou para a necessidade de construir unidade para um projeto contrário ao do governo paulista. “Vivemos no estado mais conservador do país e por isso queremos uma alternativa ao neoliberalismo tucano que representa o desmonte do estado nos últimos 20 anos e que, neste momento, não consegue dar respostas efetivas à população diante da crise de falta de água, na política industrial, segurança pública, mobilidade urbana, políticas sociais, saúde e educação”, afirmou.

Como exemplo, o dirigente comentou sobre a greve dos professores da rede pública estadual de São Paulo, decretada no dia 13 de março e que durou 92 dias, a maior da história da Apeoesp. “Alckmin até agora não cumpriu com a decisão da Justiça de pagar os professores que paralisaram. Ele trata assim a educação, os trabalhadores e a população, e é contra esse modelo que faremos um enfrentamento ainda maior.”

Ele também aposta na continuidade de trabalhos e na ampliação do diálogo com a sociedade. “Seguiremos nossas bandeiras históricas lutando pela geração de mais e melhores empregos e salários, condições dignas de trabalho, valorização profissional, defesa dos serviços públicos e da previdência, redução da jornada de trabalho sem diminuição salarial, melhor distribuição de renda, reforma agrária e fortalecimento da agricultura familiar”, afirmou.

Segundo o novo presidente, a CUT São Paulo irá reforçar a aliança com movimentos sociais e centrais parceiras, principalmente a partir do Fórum dos Movimentos Sociais do Estado de São Paulo. “Demonstramos no primeiro semestre a nossa força nas ruas e o que significa a unidade dos movimentos. Continuaremos mobilizados contra as agendas de (Joaquim) Levy e de Renan (Calheiros), combatendo a terceirização contra o PLC 30 (Projeto de Lei da Câmara) e avançando o máximo possível na nova Frente Brasil Popular. No mais, não aceitaremos golpe algum, mas exigimos que o governo Dilma promova mudanças estruturais”, afirmou.

“O companheiro Douglas certamente irá fazer um mandato, como fez Adi (o metalúrgico Adi dos Santos Lima, que deixou a direção estadual), unificando as forças políticas no estado e, acima de tudo, engrandecendo a central para que ela seja ainda maior em São Paulo e com um projeto consistente de libertar os trabalhadores do domínio dos tucanos que fazem com que o estado, em um cenário político mundial, ande de marcha à ré”, ressaltou o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas.

A presidenta da Apeoesp, Maria Izabel de Azevedo Noronha, a Bebel, falou sobre os novos desafios do dirigente em articular com todos os ramos, dos setores público e privado, campo e cidade e toda a diversidade que existe na CUT. “Douglas terá um trabalho fundamental na unidade e o papel da central é ter hegemonia política, que tem sido exercida, mas temos de ir muito para as ruas neste momento. Também faremos enfrentamento como o fim do projeto de terceirização e o ajuste fiscal, que são questões nacionais”, declarou.

Com o encerramento dos congressos estaduais, a central se prepara para o congresso nacional, que será realizado de 13 a 17 de outubro, em São Paulo.

Com reportagem de Vanessa Ramos, da CUT-SP

 

Diretoria executiva

Presidente: Douglas Izzo (Educação)
Vice-Presidente: Sebastião Cardozo (Financeiro)
Secretário Geral: João Cayres (Metalúrgico)
Secretário de Administração e Finanças: Renato Zulato (Químico)
Secretária de Comunicação: Adriana Magalhães (Financeiro)
Secretária de Combate ao Racismo: Rosana Aparecida da Silva (Educação)
Secretária de Formação: Telma Victor (Educação)
Secretária da Juventude: Cibele Vieira (Químico)
Secretário de Saúde do Trabalhador: Vagner Menezes (Transporte)
Secretária da Mulher Trabalhadora: Ana Lúcia Firmino (Seguridade Social)
Secretária de Políticas Sociais: Kelly Domingos (Comércio e Serviços)
Secretário de Relações do Trabalho: Ademilson Terto da Silva (Metalúrgico)
Secretária de Meio Ambiente: Solange Cristina Ribeiro (Municipais)
Secretário de Organização: Élcio Marcelino (Seguridade Social)
Secretária de Política Sindical: Sônia Auxiliadora (Municipais)
Secretário de Mobilização: João Batista Gomes (Municipais)

Direção Plena

Ana Lucia de Mattos Flores (Municipais)
Anuska Pintucci Sales Cruz Schneider (Seguridade Social)
Aparecida Maria de Menezes (Construção Civil)
Carlos Fábio (Urbanitário)
Carlos Murilo (Transporte)
Carlos Roberto da Silva/Ketu (Municipais)
Ceres Lucena Ronquim (Metalúrgico)
Gilnair Pereira (Educação)
Gisele Lopes (Municipais)
Inês Granada (Serviço Público Federal)
João Nazaré (Educação)
José Freire da Silva (Químico)
Kátia Aparecida de Souza (Seguridade)
Lilian Parise (Comunicação)
Luiz Albano da Silva (Construção Civil)
Luiz Henrique de Souza (Urbanitário)
Marcelo da Silva (Comércio e Serviços)
Marcia Viana (Vestuário)
Marco Pimentel (FAF)
Roberto Vicentin (Financeiro)
Roseli de Souza (Municipais)
Solange Aparecida Benedeti Penha/Educação-Itapeva
Valdir Fernandes (Financeiro)
Valdir Tadeu (Seguridade Social)

Conselho Fiscal

Antônio Donizete (Financeiro)
José Fernando da Silva (Químico)
Cleide Maria de Jesus de Almeida (Educação)
Deise Aparecida Capelozza (Urbanitário)

Suplentes do Conselho Fiscal

Daniel Pedro (Alimentação)
José Justino Desidério Filho (FAF)
Fabiana Caramez (Comunicação)
Ana Rosa (Municipais)