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Montadoras

Metalúrgicos da GM em São José entram em greve contra demissões

Número de demissões ainda não foi confirmado oficialmente, mas deve ser superior a 200
por Redação RBA publicado 10/08/2015 13h07, última modificação 10/08/2015 16h14
Número de demissões ainda não foi confirmado oficialmente, mas deve ser superior a 200
Roosevelt Cássio/SindMetalsjc
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GM havia afirmado ao sindicato que não haveria "surpresas" na volta do lay-off

São Paulo – Os metalúrgicos da General Motors (GM) de São José dos Campos, no interior paulista, entraram em greve hoje (10) em protesto contra as demissões feitas pela montadora no final de semana. O número exato de cortes ainda não é conhecido, mas uma assembleia realizada ontem, convocada para os demitidos, reuniu em torno de 250 trabalhadores, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos da região. A fábrica da GM em São José tem aproximadamente 5.200 funcionários. Quatro mil deles, de acordo com o sindicato, participaram de nova assembleia, hoje pela manhã.

A GM deveria reintegrar hoje 750 metalúrgicos que estavam em regime de lay-off (suspensão dos contratos de trabalho), o que estava sendo recebido com alívio pelo sindicato, devido ao cenário de queda na produção e de cortes em montadoras.  Parte havia sido afastada em março e outra, em maio.  De acordo com os metalúrgicos, os trabalhadores em lay-off também aderiram à paralisação. "A princípio, eles não devem estar na lista dos demitidos, porque têm estabilidade garantida pelo acordo assinado entre GM e Sindicato", diz a entidade, em nota.

A unidade do Vale do Paraíba produz a picape S10 e o utilitário Trailblazer, além de motores e transmissões. Em nota, a GM disse ter esgotado alternativas para evitar demissões, incluindo, além do lay-off, férias coletivas, banco de horas e programas de demissões voluntárias. Medidas que teriam sido insuficientes "diante da expressiva redução da demanda no mercado brasileiro".

Filiado à CSP-Conlutas, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José é contrário ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE), por considerá-lo ineficaz para evitar demissões, além de reduzir salários. A entidade defende que o governo edite uma medida provisória que garanta estabilidade no emprego em todo o país. No caso das montadoras, alega que o setor foi "amplamente beneficiado" por isenção de impostos.

Ainda segundo o sindicato, as demissões ocorreram na mesma semana em que a GM afirmou à entidade que não haveria "surpresas" na volta do lay-off.