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'queremos avanços'

Metalúrgicos da CUT iniciam campanha salarial em São Paulo

Plenária definiu a pauta de reivindicações, com destaque para as cláusulas sociais
por Redação RBA publicado 15/06/2015 17h01, última modificação 25/06/2015 20h53
Plenária definiu a pauta de reivindicações, com destaque para as cláusulas sociais
Nayara Striani/midia consulte
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Plenária contou com cerca de 150 dirigentes de 14 sindicatos filiados

São Paulo – Os metalúrgicos da CUT no estado de São Paulo, com data-base em 1º de setembro, já entraram em campanha. No sábado (13), em plenária realizada pela federação da categoria (FEM-CUT), foram aprovadas as principais reivindicações dos 210 mil trabalhadores representados pela entidade, com destaque para as cláusulas sociais, daí o slogan: #Nenhum direito a menos e mais avanços sociais. As pautas serão apresentadas aos seis grupos patronais da Federação das Indústrias do Estado (Fiesp), em data a ser definida.

“Queremos uniformizar as nossas cláusulas pelo que temos de melhor em cada grupo, como a licença em caso aborto, que temos em todos os grupos, porém, a melhor redação é o do G3 (autopeças, forjaria e parafusos) que assegura a licença médica por qualquer tempo necessário à sua completa recuperação, sem prejuízo da função ou do direito de férias, disse a secretária da Mulher da FEM-CUT, Andréa Ferreira Souza.

Da pauta constam redução da jornada de trabalho sem redução no salário, reposição da inflação e aumento real de salários; unificação e valorização dos pisos e valorização das cláusulas sociais.

O presidente da federação, Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, disse que será levado para as mesas de negociações o sentimento do chão de fábrica. “Não vamos baixar a guarda. Tudo o que conquistamos até hoje não foi bondade dos patrões, mas fruto da nossa luta e do suor de todos nós. Temos que ser a locomotiva do movimento sindical para buscar ganhos, além do aumento real, mais direitos sociais”, salienta.

Serão realizadas assembleias no ABC paulista, Vale do Paraíba, região Noroeste/Centro e em Sorocaba, entre o próximo dia 29 e 2 de julho. “O objetivo é politizar as cláusulas sociais nas portas das fábricas e mandar um recado para os patrões de que queremos avançar nesta campanha”, disse Luizão.