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Richa não oferece reajuste e servidores ameaçam greve no Paraná

Pelo menos mil pessoas protestaram para pressionar por uma proposta, mas o governo se limitou a chamar os trabalhadores para uma nova reunião. Sindicato cobra proposta antes de assembleia de sexta-feira
por Redação RBA publicado 12/05/2015 17h23, última modificação 12/05/2015 18h29
Pelo menos mil pessoas protestaram para pressionar por uma proposta, mas o governo se limitou a chamar os trabalhadores para uma nova reunião. Sindicato cobra proposta antes de assembleia de sexta-feira
Wilson Dias/ABr
Paraná

Professores da rede estadual do Paraná em assembleia

São Paulo – Mesmo com a intensa mobilização dos servidores públicos do Paraná, o governo de Beto Richa (PSDB) não apresentou uma proposta de reajuste salarial na reunião que ocorreu na tarde de hoje (12), no Palácio das Araucárias, sede do governo, em Curitiba. Com a falta de acordo, representantes dos trabalhadores ameaçam entrar em greve.

Durante a reunião, pelo menos mil pessoas protestaram do lado de fora do Palácio, para pressionar o governo a apresentar uma proposta. A administração estadual, no entanto, se limitou a chamar os servidores para uma nova reunião, na próxima terça-feira (19), quando então apresentaria um índice de reajuste.

O Fórum dos Servidores Estaduais (FES) se negou a participar do encontro e informou que só comparecerá se o governo apresentar uma proposta até quinta-feira (14), pois fazem assembleia no dia seguinte para decidir se deflagram greve. “Não tem mais reunião. Queremos um índice e pronto”, disse a representante do fórum e diretora de Finanças do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Paraná, Marlei Fernandes, em entrevista ao jornal Gazeta do Povo.

De acordo com Marli, durante a reunião os servidores apresentaram argumentos técnicos comprovando que é possível conceder ao menos a reposição da inflação, calculada em 8,17% (pelo IPCA) aos servidores estaduais. Do governo, estiveram presentes a secretária de Administração e Previdência, Dinorah Nogara, e a secretária da Educação, Ana Seres Trento Comin.

Essa foi a segunda reunião entre servidores e governo para discutir o reajuste salarial dos trabalhadores. Na primeira, realizada no último dia 5, o governo paranaense pediu um prazo maior para estudar um possível índice de reajuste. O posicionamento levou os professores a manter a greve.

Com informações do jornal Gazeta do Povo

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