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Negociação

Químicos do setor farmacêutico fecham acordo com 8,5% de reajuste

Convenção coletiva assinada em São Paulo inclui ainda abono de R$ 800, além de aumento no valor da PLR e benefícios. Índice garante aumento real
por Redação RBA publicado 21/04/2015 15h30, última modificação 22/04/2015 11h58
Convenção coletiva assinada em São Paulo inclui ainda abono de R$ 800, além de aumento no valor da PLR e benefícios. Índice garante aumento real
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Foram garantidos também um abono de R$ 800 e reajuste de 13,6% no valor da PLR mínima

São Paulo – Químicos do setor farmacêutico no estado de São Paulo, nas bases da CUT e da Força Sindical, fecharam acordo coletivo que garante reajuste de 8,5% na data-base (1º de abril), abono de R$ 800 e aumento de 13,6% na participação nos lucros ou resultados (PLR). O índice garante aumento real (acima da inflação): o INPC acumulado em 12 meses, até março, é de 8,42%. A Federação dos Trabalhadores do Ramo Químico da CUT (Fetquim) assinou a convenção coletiva na última sexta-feira (17) com o Sindusfarma, entidade patronal.

Os 8,5% são válidos até o teto salarial de R$ 7.119. Acima desse valor, o reajuste será fixo (R$ 605,11). No caso da PLR, em empresas que não têm programa próprio, deverá ser pago um mínimo de R$ 1.341 para indústrias com até 100 funcionários. Com mais de 100, a PLR mínima será de R$ 1.860. O abono de R$ 800 poderá ser pago em duas parcelas iguais (julho e outubro), ou em parcela única (setembro).

"Foi uma negociação que estimulou o debate e a colocação do ponto de vista dos trabalhadores e do setor empresarial. Isso é positivo e por isso foi possível entrar num acordo", afirmou o coordenador político da Fetquim, Airton Cano. O coordenador-geral do Sindicato dos Químicos e Plásticos de São Paulo, Osvaldo Bezerra, o Pipoka, destacou três itens: "Reajuste linear para todas as faixas salariais, aumento do valor do teto, beneficiando também os trabalhadores do escritório, cujos salários costumam ser mais altos, e ampliação do auxílio-creche".

Ele também citou dificuldades provocadas pelo momento econômico do país. "No ano passado a indústria farmacêutica faturou alto, mas os empresários temem pelos resultados de 2015 e, por isso, não foi uma tarefa fácil garantir avanços nesta negociação."

Para empresas com até 100 trabalhadores, o vale-alimentação vai a R$ 100 (reajuste de 9,78%). Acima de 100, para R$ 160 (10,76%).

Há ainda cláusulas para acesso a medicamentos, auxílio-creche e licença-maternidade de 180 dias. Esse último item passa a valer este mês em empresas com mais de 150 funcionários; a partir de janeiro de 2016, em indústrias com mais de 100 empregados.

Com informações da Fetquim e do Sindicato dos Químicos e Plásticos de São Paulo