Na mídia

Em nota, Apeoesp diz que jornal publica matéria em ‘tom policialesco’ contra greve

Segundo texto assinado pela presidente do sindicato, edição do 'Diário de S. Paulo' está 'afinada' com intenção do governador Geraldo Alckmin de partidarizar movimento dos professores estaduais

Divulgação/Apeoesp
BebelApeoesp

Em nota, presidenta da Apeoesp afirma que reportagem pretende “desqualificar a greve dos professores”

São Paulo – A presidenta do sindicato dos professores do ensino estadual de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel, divulgou hoje (22) nota à imprensa rebatendo informações do jornal Diário de S. Paulo de ontem “destinadas a desqualificar a greve dos professores da rede estadual de ensino, acusando-a de ter motivações partidárias”.

Segundo a sindicalista, “a reportagem está afinada com a intenção do governo do estado, do PSDB, de partidarizar a nossa greve como um pretexto para não atender às nossas reivindicações, que vão da questão salarial, passando pela aplicação da lei federal sobre a jornada de trabalho, questões profissionais, até a melhoria das condições de trabalho para os docentes e de ensino-aprendizagem para os estudantes”.

Segundo a presidenta da Apeoesp, o repórter do jornal lhe disse ter constatado que a direção executiva do sindicato é composta de 35 membros, entre os quais 23 são filiados do PT. Na nota, ela afirma que o jornal utiliza “tom policialesco”, por meio do qual “acusa” diretores da Apeoesp de serem filiados a partidos de esquerda, com destaque para o PT, “como se isso constituísse um crime”.

Bebel questiona: “Qual é a incompatibilidade entre ser filiado a partido e ser sindicalista? Como sindicalistas que somos, deixamos de ser cidadãos e cidadãs? “Por que, então, não se questiona outros sindicalistas que também têm filiação partidária? Será que é porque são aliados do governo do PSDB no estado de São Paulo?”

A presidenta da Apeoesp diz que o governo do estado cortou verbas da educação, fechou mais de 3.390 classes (provocando superlotação), deixou escolas sem materiais essenciais, como papel sulfite e papel higiênico. “O governo cortou verbas e agora está sendo vítima de sua própria armadilha. Tudo, porém, é questão de prioridade. Cabe ao governador defini-las.”

De acordo com a entidade, a greve atinge a todas as regiões do estado e conta com apoio de todos os envolvidos, direta e indiretamente, com as escolas do estado: estudantes, pais, artistas e entidades de diversos segmentos da sociedade civil organizada.

Reunião

A diretoria do sindicato tem reunião agendada com o secretário da Educação do governoGeraldo Alckmin (PSDB), Herman Voorwald, para amanhã.

Ontem, Bebel afirmou à RBA ver com ceticismo a reunião com Voorwald. “Esperar (uma postura mais flexível do governo) a gente espera, mas seria bom que já existisse negociação. Acontece que até agora eles não têm contraproposta nenhuma. A menos que mudem da água para o vinho.”