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Movimento sindical

CUT anuncia congresso nacional e organiza calendário de atividades

Central promove seminário em Brasília para discutir conjuntura econômica e reforma política
por Redação RBA publicado 04/03/2015 08h33, última modificação 04/03/2015 11h46
Central promove seminário em Brasília para discutir conjuntura econômica e reforma política
Paula Brandão/CUT
mobilização

CUT analisa conjuntura política e econômica, a pauta de luta dos trabalhadores e prepara congresso em outubro

São Paulo – A CUT faz na noite de hoje (4) um ato para marcar o lançamento de seu 12º congresso nacional, o Concut, marcado para 13 a 16 de outubro, em São Paulo. Com vários dirigentes concentrados em Brasília para acompanhar a tramitação de temas trabalhistas – como o Projeto de Lei 4.330, sobre terceirização, e medidas provisórias que mexem em direitos sociais –, o evento será realizado no Senado. Durante o dia, serão realizados debates para analisar a conjuntura política e econômica.

A primeira exposição será feita pelo professor Antonio Corrêa de Lacerda, coordenador do Programa de Estudos Pós-Graduados em Economia Política da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo. O economista é crítico da política monetária, afirmando que o aumento dos juros dificulta o chamado ajuste fiscal.

"Ninguém tem dúvida da necessidade do ajuste. O problema é a dificuldade em fazê-lo, diante de um cenário econômico internacional ainda desafiador (queda dos preços das commodities, baixo dinamismo do comércio global etc)", diz Lacerda, em boletim de sua consultoria. Por outro lado, o quadro doméstico é igualmente complexo, que já vem de uma estagnação desde o ano passado, o que é agora agravado com as medidas de contenção já tomadas e o aumento do risco de racionamento hídrico e de energia. Diante deste arcabouço chama a atenção o aumento da taxa de juros Selic, agora em 12,25% ao ano – uma elevação de 5 pontos percentuais nos últimos dois anos!" A taxa básica deve aumentar mais hoje, quando termina a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

"Dado o fraco desempenho econômico, aumentar a já elevada taxa Selic comprometerá ainda mais os investimentos produtivos e a retomada da economia", aponta o professor e consultor. "Além disso, em termos fiscais, acarretará um grande aumento nas despesas com os juros da dívida pública."

Uma mesa às 10h30 vai reunir Alexandre Conceição, da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), o economista Marcio Pochmann, presidente da Fundação Perseu Abramo e a deputada Jô Moraes (PCdoB-MG), tendo como moderador o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio.

À tarde, o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães fala sobre "atualidade e possibilidades" da reforma política. O tema voltará a ser debatido na mesa seguinte, moderada pelo diretor da CUT Júlio Turra, com o deputado Nilmário Miranda (PT-MG), Paola Strada, do movimento pelo plebiscito por uma Constituinte exclusiva para alterar o sistema político, e o filósofo José Antônio Moroni, do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc)

A partir das 19h, ocorre a abertura política do 12º Concut, no auditório Petrônio Portela.

A central já tem uma série de eventos programados para os próximos meses. Na semana que vem, dos dias 9 a 11, ocorre a jornada de lutas da agricultura familiar. Em seguida, na sexta-feira (13), está previsto um ato nacional em defesa da Petrobras, da manutenção de direitos sociais e pela reforma política, em conjunto com a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e movimentos sociais.

Dois atos serão realizados juntamente com outras centrais sindicais: no próximo dia 18, no Congresso, e em 9 de abril, em São Paulo, com a 9ª Marcha da Classe Trabalhadora.