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Greve de caminhoneiros: governo marca reunião para esta quarta-feira

Ministros se reuniram durante boa parte do dia para discutir o bloqueio a rodovias. Confederação propõe itens para acordo
por Redação RBA publicado 24/02/2015 17h50, última modificação 24/02/2015 20h36
Ministros se reuniram durante boa parte do dia para discutir o bloqueio a rodovias. Confederação propõe itens para acordo
O Tempo/Folhapress
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Paralisação dos caminhoneiros na BR 262, em Juatuba, Minas Gerais: por diesel mais barato

São Paulo – O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, informou na noite de hoje (24) que vai se reunir com líderes dos caminhoneiros e empresários nesta quarta-feira. O encontro está marcado para as 14h, no Ministério dos Transportes. Segundo ele, o governo vai intermediar o encontro na busca de medidas para normalizar o movimento nas estradas e estabelecer canais de diálogo.

"Temos procurado e desenvolvido uma relação de diálogo permanente com os caminhoneiros, que prestam um serviço importantíssimo ao nosso país”, afirmou Rossetto, que vê como prioridade a manutenção das atividades. "O governo tem tomado todas as medidas para evitar a obstrução das nossas rodovias, garantindo, assim, o abastecimento da sociedade brasileira, evitando prejuízos à nossa sociedade, à nossa economia."

Mais cedo, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Armando Monteiro Neto, disse que o governo está empenhado em resolver a greve dos caminhoneiros, que atinge várias regiões do país. Segundo ele, vários ministérios participam da articulação para buscar um acordo com os sindicatos da categoria. Entre as principais reivindicações, estão a criação de um frete mínimo e a suspensão do aumento do preço do óleo diesel.

Monteiro informou que os bloqueios nas rodovias de oito estados prejudicam a circulação de mercadoras, o que pode afetar as exportações, mesmo com impacto pequeno. "Os protestos bloquearam a circulação de mercadorias. Isso pode ter algum efeito na balança comercial. No momento, não dá para quantificar, mas o efeito não deve ser significativo."

Um reunião pela manhã, no Palácio do Planalto, teve as presenças dos ministros Miguel Rossetto (Secretaria-Geral da Presidência), José Eduardo Cardozo (Justiça) e Antonio Carlos Rodrigues (Transportes), além do advogado-geral da União, Luís Inácio Adams.

Diálogo

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística da CUT (CNTTL) informou hoje, por nota, que defende o fim da paralisação, pois já se iniciou um processo de diálogo com o governo federal para discutir a pauta da categoria, entregue no fim do ano passado à Casa Civil e à Secretaria-Geral da Presidência da República. Entre as reivindicações, está a criação de uma agenda permanente com o governo e a implementação de pontos de parada com estrutura de saúde, conforto, pouso, alimentação, segurança e higiene.

A proposta também inclui conveniar a confederação junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), para que possa distribuir as senhas de cadastro nos caminhões, e definir um valor mínimo de frete para cada modalidade dos caminhoneiros autônomos. Para, por exemplo, tanqueiros (transporte de combustíveis) caçambeiros (caçambas e produtos diversos) e graneleiros (grãos, na região Sul).

Com informações do Blog do Planalto, Agência Brasil e CNTTL