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Vale do Paraíba

Metalúrgicos de São José dos Campos elegem nova direção do sindicato

Votação define mandato de 2015 a 2018. Conlutas enfrenta chapa de oposição, encabeçada tradicionalmente pela CTB, que este ano inclui também a CUT
Publicado por Carol Scorce, para a RBA
14:32
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Tanda Melo
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GM em greve: sindicato realiza eleições em meio a mobilização contra demissões na base

São Paulo – Metalúrgicos na base do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região elegem hoje e amanhã (24 e 25) a nova direção da entidade. A disputa é entre a atual direção, ligada à CSP-Conlutas, e a chapa de oposição, encabeçada pela CTB, também com participação da CUT. A votação define o mandato de 2015 a 2018.

A base inclui as cidades de São José dos Campos, Jacareí, Santa Branca e Igaratá, todas localizados no Vale do Paraíba, no interior paulista. A região compõe um dos principais polos industriais e tecnológicos do Sudeste, incluindo empresas como a Embraer e a General Motors.

Nas últimas eleições, em 2012, a chapa composta exclusivamente pela CTB chegou a 42% dos votos. A base é de 42 mil metalúrgicos. Desse total, 12 mil estão aptos a votar.

O atual presidente do sindicato e candidato à reeleição, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, acredita que processo que antecedeu as eleições, no qual foi proposto, nas bases, que a categoria indicasse os nomes para compor a chapa de situação, foi bem sucedido, assim como as campanhas salariais do último ano. “Acredito que o trabalho do último mandado, com bons resultados nas campanhas, além de termos marcado posição em importantes lutas nacionais, como a da redução da jornada da trabalho, nos dará um resultado positivo nestas eleições.”

Já para o candidato a presidente pela chapa de oposição, Agnaldo dos Santos, funcionário da GM há 20 anos, existe um sentimento de abandono pela categoria. “A principal proposta da nossa chapa é a devolução do sindicato para os trabalhadores. Há 17 anos nossa entidade é controlada pelo PSTU. Suas prioridades não são as prioridades dos trabalhadores, mas sim a de sua máquina partidária.  Nos últimos anos, vimos diversas empresas fecharem as portas e outras, como a GM, que suspenderam uma série de investimentos por conta de uma atuação intransigente e irresponsável do Sindicato.  A GM perdeu mais de 3 mil empregos nos últimos anos. Isso não afeta só a família metalúrgica, mas todo o setor de serviços e comércio do Vale do Paraíba”, afirma.

Metalúrgicos de 231 empresas podem participar. As urnas estão percorrendo 95 fábricas, desde as 4h de hoje. Haverá ainda votação na sede, em São José, e nas subsedes de Jacareí e Caçapava. Apenas trabalhadores sindicalizados há pelo menos têm direito a voto.A apuração será na quinta-feira (26) no Centro Esportivo Vale do Sol, em São José.