Trabalho

Metalúrgicos da GM e da Nissan protestam durante salão do automóvel

Sindicalistas cobram medidas de proteção aos empregos e liberdade de organização sindical

Reprodução/TVT
Nissan

Funcionário da montadora nos EUA destaca solidariedade internacional contra práticas antissindicais

São Paulo – Trabalhadores do setor automotivo fizeram dois protestos ontem no Salão do Automóvel de São Paulo. Do lado de fora do evento, metalúrgicos da General Motors reivindicavam uma Medida Provisória para garantir a manutenção dos empregos, como contrapartida aos incentivos fiscais promovidos pelo governo para estimular o setor.

A atividade reuniu representantes das fábricas de São Caetano, na região do ABC, e de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, interior paulista. De acordo como o dirigente da central CSP-Conlutas Luiz Carlos Prates, mais de 15 mil trabalhadores do setor automotivo estão em licença remunerada, no chamado regime de lay-off, e vivendo sob insegurança de perder o emprego.

No interior do salão, representantes de trabalhadores brasileiros e estrangeiros protestavam contra a práticas antissindicais da montadora Nissan. De acordo com o secretário de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM-CUT), João Cayres, há muitos anos os funcionários da unidade da empresa no Mississippi, nos Estados Unidos, reivindicam o direito de se associar ao sindicato da categoria (UAW), mas a empresa impede a realização de eleições livres.

O empregado da montadora no estado americano Moris Mock destacou a importância dos gestos de solidariedade em várias parte do mundo, com objetivo de evitar que a conduta da Nissan se dissemine e de proteger os funcionários que lutam por seus direitos na planta de Canton, no Missisissippi. “Nós tivemos dois ativistas pró-sindicatos demitidos nos Estados Unidos e, graças a muitas atividades de rua promovidas por CUT, UGT, Sindical, nós conseguimos que eles fossem contratados.”

Assista à reportagem da TVT

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