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Metalúrgicos mostram 'decepção' com proposta, e petroleiros aguardam

Grupo que reúne setor de autopeças em São Paulo ofereceu índice abaixo da inflação aos metalúrgicos da base da CUT
por Redação RBA publicado 09/09/2014 18h11, última modificação 09/09/2014 18h20
Grupo que reúne setor de autopeças em São Paulo ofereceu índice abaixo da inflação aos metalúrgicos da base da CUT
fem-cut/divulgação
biro biro

Presidente da federação estadual (FEM-CUT), Valmir Marques da Silva, o Biro Biro, lamentou a proposta patronal

São Paulo – Depois de mais de um mês sem negociação, o Grupo 3 (que reúne os setores de autopeças, forjaria e parafusos) ofereceu hoje (9) à bancada dos metalúrgicos da CUT no estado de São Paulo um reajuste salarial de 5,5%, abaixo do INPC acumulado em 12 meses (6,35%). O presidente da federação estadual (FEM-CUT), Valmir Marques da Silva, o Biro Biro, chamou a proposta de decepcionante. A entidade apresentou ofício de greve para o grupo empresarial, que na base dos sindicatos filiados à CUT reúne aproximadamente 51 mil trabalhadores. A decisão sobre paralisações caberá às assembleias. Uma nova reunião foi marcada para o próximo dia 17.

A data-base é 1º de setembro. Os metalúrgicos da CUT em São Paulo negociam por blocos. Além do grupo 3, as discussões envolvem o 2 (máquinas e eletroeletrônicos, 89 mil trabalhadores), o 8 (trefilação e laminação de metais ferrosos, 42 mil) e o 10 (lâmpadas, 24 mil), além dos setores de estamparia (5 mil) e fundição (4 mil). Excluídas as montadoras, que negociam separadamente, a campanha envolve mais de 215 mil funcionários no estado.

Hoje pela manhã, os metalúrgicos ligados à Força Sindical em São Paulo entregaram sua pauta com manifestação diante da Federação das Indústrias do Estado (Fiesp), na avenida Paulista. São aproximadamente 700 mil trabalhadores, com data-base em 1º de novembro.

Petroleiros

Amanhã, a partir das 13h, representantes da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e da Petrobras vão se reunir. A empresa deverá apresentar sua proposta de reajuste – a reposição de perdas da inflação já está garantida. Também com data-base em 1º de setembro, os trabalhadores reivindicam 5,5% de aumento real.

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) já apresentou uma proposta na semana passada, de 6,5% de reajuste na data-base (1º de base), que não agradou os negociadores da Fentect, federação nacional da categoria. Para amanhã, estão previstas assembleias em vários locais. Os funcionários querem 6,4% de reposição mais 8% de aumento real, entre outros itens.