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Greves na construção de estádios motivaram aumento salarial, aponta Dieese

Especialista do Dieese enfatiza que organizações sindicais foram fundamentais para conquistas
por Redação RBA publicado 11/06/2014 12h07
Especialista do Dieese enfatiza que organizações sindicais foram fundamentais para conquistas
arquivo/governo do RJ
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Durante a construção dos estádios, trabalhadores realizaram 26 greves

São Paulo – De acordo com estudo realizado pelo Dieese, os trabalhadores do setor da construção civil nas obras dos estádios que vão sediar a Copa do Mundo conquistaram, de 2012 a 2014, aumento salarial de 4,10% acima da inflação. Para Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do órgão, esse resultado foi conquistado por meio de lutas das organizações sindicais, inclusive as greves.

“A pesquisa também identificou que, além dos benefícios econômicos, houve aumentos adicionais de horas extras, de trabalho no período noturno”, enfatiza em entrevista à Rádio Brasil Atual.

Entidades nacionais do setor da construção de trabalhadores e empregadores estabeleceram, por meio de um protocolo, regras para organização sindical nos locais de trabalho, o que propiciou o fortalecimento da categoria. “Nós observamos também que houve greve. Foram 26 greves entre 2001 e 2014 na construção de estádios.”

As paralisações somaram, ao todo, 150 dias de greve. Para o diretor do Dieese, essas mobilizações tiveram como principal bandeira a conquista de benefícios salariais e de melhores condições de trabalho. “O resultado dessa pesquisa mostra que os trabalhadores lutaram para conquistar melhores condições de trabalho e realizaram conquistas importantes nesse processo sindical atual, o que demonstra mais uma vez o importante papel do sindicato.”

Ouça a reportagem realizada pela Rádio Brasil Atual: