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De janeiro a maio, bancos fecham 3.283 postos de trabalho em todo o país

Na contramão dos bancos privados e do BB, Caixa Econômica Federal abriu 1.433 vagas
por Redação RBA publicado 25/06/2014 15h29, última modificação 25/06/2014 16h09
Na contramão dos bancos privados e do BB, Caixa Econômica Federal abriu 1.433 vagas
Elza Fiúza/ABr
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Além de prejudicar os bancários, os cortes também pioram o atendimento dos clientes e da população

São Paulo – Pesquisa da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), divulgada hoje (25), mostra que o setor eliminou 3.283 postos de trabalho de janeiro a maio. Foram 17.314 demissões e 14.031 contratações no período. O resultado não foi pior porque a Caixa Econômica Federal teve saldo de 1.433 vagas. Os dados constam de pesquisa feita em parceria com o Dieese, com base nos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

Dezessete estados apresentaram saldos negativos. Os maiores cortes ocorreram em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais: 1.560, 422, 398 e 323, respectivamente. O estado com maior saldo positivo foi o Pará, com criação de 121 vagas.

"Mesmo acumulando lucros bilionários, os bancos brasileiros, sobretudo os privados, continuam eliminando postos de trabalho em 2014, a exemplo dos últimos meses de 2013, o que não tem justificativa. No ano passado, os seis maiores bancos (BB, Itaú, Bradesco, Caixa, Santander e HSBC) lucraram R$ 56,7 bilhões", afirma o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.

A pesquisa mostra também que o salário médio dos admitidos nos cinco primeiros meses do ano foi de R$ 3.268,95, ante R$ 5.188,23 dos demitidos. Assim, os trabalhadores que entraram nos bancos receberam valor médio equivalente a 63% da remuneração dos que saíram. A média dos salários dos homens na admissão foi de R$ 3.749,06, enquanto a remuneração das mulheres ficou em R$ 2.792,04, valor que representa 74,5% da remuneração de contratação dos homens.