campanha salarial

Servidores da saúde são recebidos pelo governo paulista, mas não chegam a acordo

Na próxima quarta-feira, eles farão assembleia, em frente à Secretaria da Saúde e passeata até a Secretaria de Gestão e Pública

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Assembleia de servidores da saúde no legislativo paulista, em 15 de abril, deu início a vigílias

São Paulo – Não houve avanço nas negociações entre servidores da saúde e o governo do estado de São Paulo. Representantes do funcionalismo até chegaram a ser recebidos ontem (30) pelo secretário-adjunto da pasta, Wilson Pollara, e o coordenador de Recursos Humanos, Haino Burmester, para discutir itens da campanha salarial. Mas não foram apresentadas propostas, segundo o sindicato da categoria. Antes do encontro de hoje, os funcionários vinham promovendo atos de protesto e vigílias na Assembleia Legislativa desde o dia 15.

Na próxima quarta-feira (7), às 10h, a categoria faz assembleia em frente à Secretaria da Saúde, junto à estação Clínicas do Metrô, e programa sair em seguida em passeata até a Secretaria de Gestão e Pública, na Rua Bela Cintra, próxima à Avenida Paulista.

Na reunião de hoje, os trabalhadores insistiram na inclusão do pagamento do prêmio de incentivo junto com o 13º salário e as férias, possibilidade que vem sendo cogitada desde o final do ano passado. Um projeto chegou a ser encaminhado à Secretaria da Saúde, sofreu alterações e aguarda parecer da Casa Civil. Também foram debatidos a extensão da opção pela jornada de 30 horas aos funcionários municipalizados e de autarquias e uma reajuste para o prêmio de incentivo para todos os servidores da área.

“Chegou a ser sinalizada uma proposta para a opção da redução da jornada, mas que contemplaria somente os municipalizados, e precisamos avançar para todos. Entendemos também que o reajuste do prêmio de incentivo deve incluir os servidores da área administrativa e não somente os da área técnica”, disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo (SindSaúde), Gervásio Foganholi.

Os servidores reclamam que chega a 41,55% o percentual necessário para repor perdas acumuladas desde 2007.