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Seade/Dieese

Desemprego de mulheres na Grande SP teve em 2013 a menor taxa em 25 anos

Mão de obra feminina é praticamente metade do total. Pela primeira vez, formalização superou os 50% entre as trabalhadoras
por Redação RBA publicado 06/03/2014 16h30, última modificação 06/03/2014 16h58
Mão de obra feminina é praticamente metade do total. Pela primeira vez, formalização superou os 50% entre as trabalhadoras
Jose Pelaez/Folhapress
Mulher no mercado de trabalho

Segundo o Seade e o Dieese, a redução do desemprego reflete as transformações nas relações familiares

São Paulo – A taxa de desemprego das mulheres na região metropolitana de São Paulo recuou de 12,5%, em 2012, para 11,7% no ano passado, após estabilidade no período anterior. Além de retomar a trajetória de redução iniciada em 2004, a taxa foi a menor desde 1989 (10,6%). Os dados constam de pesquisa divulgada hoje (6) pela Fundação Seade e pelo Dieese. Entre os homens, a redução foi bem menor, de 9,4% para 9,2%.

Segundo o Dieese e o Seade, o declínio da taxa de desemprego nos últimos anos foi resultado do crescimento econômico e do aumento do nível de ocupação. "No caso específico das mulheres, reflete ainda as transformações nas relações familiares, em que o modelo de família baseado no chefe masculino provedor vem se alterando e criando novas dinâmicas nas relações dos membros da família com o mercado de trabalho."

Ainda conforme a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), a formalização segue crescendo, mas de maneira mais intensa para as mulheres. Em 2013, pela primeira vez pouco mais da metade (50,3%) da mão de obra feminina tinha carteira assinada, ante 47,7% no ano anterior. Mas a proporção segue maior entre os homens (57%).

A proporção de mulheres no total de ocupados da região metropolitana quase não variou, passando para 45,9%, em 2013. No ano passado, elas representavam 52,7% dos desempregados. O tempo médio de procura por um novo trabalho ainda é maior para as mulheres (29 semanas) do que para os homens (25 semanas).

Em 2013, o setor de serviços empregava 68,9% das mulheres ocupadas. Na administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais estão 20,6%. No comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, 17,2%, nos serviços domésticos, 14% e na indústria da transformação, 12,6%.

A pesquisa mostra também que houve pequeno aumento em relação ao rendimento médio obtido por hora pelas mulheres (0,8%), enquanto o dos homens diminuiu (-1,3%). A proporção do salário das mulheres em relação aos dos homens passou de 75,5%, em 2012, para 77,1%. No ano passado, o rendimento médio das mulheres da região metropolitana de São Paulo equivalia a R$ 1.457 e dos homens, a R$ 2.083.