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campanha salarial

Após manifestação, agentes penitenciários são recebidos pelo governo de São Paulo

Entre as reivindicações estão alterações no plano de cargos, carreiras e salários, reajuste imediato e adicional de periculosidade
por Viviane Claudino, da RBA publicado 18/03/2014 13h22, última modificação 18/03/2014 13h29
Entre as reivindicações estão alterações no plano de cargos, carreiras e salários, reajuste imediato e adicional de periculosidade
Sindasp
Paralisação em Andradina (agentes penitenciários)

Com a paralisação, somente os serviços de alimentação, saúde e banho de sol estão mantidos

São Paulo – Agentes penitenciários do estado de São Paulo, em greve desde o dia 10, estão reunidos com o secretário estadual de Gestão Pública, David Zaya, após manifestação realizada nesta manhã (18), em frente ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

Ontem (17) dirigentes dos três sindicatos que representam a categoria no estado (Sifuspesp, Sindcop e Sindasp) reuniram-se para formação de um comando único de greve e apresentação de uma pauta unificada de reivindicações.

Com data-base em 1º de março, os agentes informam que estão há cinco anos sem reajuste, acumulando perdas de 20,64%. Além de reajuste imediato de, no mínimo, reposição da inflação, é consenso entre os trabalhadores a reivindicação de duas classes no plano de cargos, carreiras e salários para os agentes de segurança penitenciária (ASP) e uma classe para os agentes de escolta e vigilância (AEVP).

Segundo informações dos sindicatos, o atual plano dos servidores é composto por oito classes e, para se atingir o nível máximo, são necessários 35 anos de trabalho. Com a redução de duas classes, por exemplo, o tempo cairia para 25 anos de serviço. Eles também pedem o pagamento de vale-refeição para todos (atualmente, pago para os trabalhadores das classes 1 e 2) e mais contratações. Atualmente, há cerca de 30 mil agentes penitenciários no estado e um déficit de 10 mil, segundo os sindicatos.

Os trabalhadores também solicitam o reajuste de R$ 300 para o adicional de periculosidade e a extensão do benefício para todos os trabalhadores do sistema prisional, incluindo médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, motoristas e oficiais administrativos. O valor atual do abono é de R$ 179.

Ainda não há consenso entre os sindicatos no que se refere ao pagamento de bônus por assiduidade e critérios para pagamento de convocações extraordinárias, conhecida como “bico legalizado”.

Com a paralisação, estão suspensas atividades, como atendimento de assistentes sociais e psicólogos, entrega de "jumbos" (encomendas via correios), visita de advogados e transferências de detentos. Somente os serviços de alimentação, saúde e banho de sol estão mantidos.

A greve estadual dos agentes penitenciários é organizada pelo Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (Sifuspesp), filiado à CUT, Sindicato dos Servidores Públicos do Sistema Penitenciário Paulista (Sindcop), filiado à Nova Central, e Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado de São Paulo (Sindasp), filiado à Força Sindical.