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Trabalhadores da EBC mantêm greve, e TST marca audiência de conciliação

Ministro determina efetivo mínimo de mão de obra; sindicalistas entregam nova contraproposta
por Viviane Claudino, da RBA publicado 14/11/2013 18h22, última modificação 14/11/2013 19h12
Ministro determina efetivo mínimo de mão de obra; sindicalistas entregam nova contraproposta
Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal
Greve dos trabalhadores da EBC completa uma semana

Trabalhadores reivindicam 2,7% de aumento real e acordo coletivo com validade até maio de 2015

São Paulo – O Tribunal Superior do Trabalho (TST) marcou para a próxima terça-feira (19), às 13h30, audiência de conciliação entre a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e os representantes dos funcionários, em greve há uma semana. O vice-presidente do TST, ministro Barros Levenhagen, concedeu liminar na qual determina manutenção de 60% dos serviços em todas as unidades e áreas de atuação da empresa – que chegou a pedir a suspensão imediata do movimento ou a manutenção de 80% do efetivo. Para o juiz, o pedido de suspensão "não se sustenta juridicamente", porque a Constituição assegura o direito de greve, ainda que com limites determinados por lei.

Os sindicalistas afirmam que até o momento não foram notificados oficialmente. “A posição dos empregados que estão em greve é manter a paralisação, porque nós queremos reabrir o caminho do entendimento e da negociação”, disse o presidente do Sindicato dos Radialistas do Distrito Federal, Carlos Paes. Assembleias realizadas hoje (14) em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo decidiram pela continuação do movimento. Os trabalhadores voltarão a se reunir na segunda (18), às 13h, e no dia seguinte, após a audiência.

Nesta manhã, os trabalhadores protocolaram contraproposta no gabinete do presidente da EBC, Nelson Breve, na qual reivindicam aumento real (acima da inflação) de 2,7%, reajuste de 10,26% sobre o vale-alimentação (o correspondente a 4,5% de aumento real) e pagamento de dois vales de R$ 865 cada, entre outros itens. Eles também pedem a mudança da data-base de novembro para maio – assim, o acordo coletivo teria validade por um ano e meio.

A EBC, que entrou com pedido de dissídio coletivo na segunda-feira (11), pediu para o TST julgar a abusividade da greve. A empresa apresentou ainda, no pedido, a proposta original do processo de negociação, que previa apenas a reposição da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumulada em 5,84% nos últimos 12 meses, até outubro.

Em nota, a empresa afirma que “foi surpreendida pela deflagração da greve de seus empregados” e que “considera ilegítimo o modo como foi deflagrada e anunciada a greve dos trabalhadores”. A EBC é vinculada ao governo federal, responsável pela TV Brasil, TV Brasil Internacional, Agência Brasil, Portal EBC e Radioagência Nacional, além de oito emissoras de rádio. Também opera serviços do canal de televisão NBr e o programa de rádio A Voz do Brasil.


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