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Primeiro impasse

Químicos da CUT em São Paulo suspendem negociação da campanha salarial

Trabalhadores afirmam que setor patronal não mostra 'disposição real' para negociar a renovação do acordo coletivo
por Viviane Claudino, da RBA publicado 18/10/2013 18h35
Trabalhadores afirmam que setor patronal não mostra 'disposição real' para negociar a renovação do acordo coletivo
Sindicato dos Químicos de SP
negociação químicos

Primeira rodada: trabalhadores querem aumento real, redução da jornada e licença-maternidade de 180 dias

São Paulo – Trabalhadores do ramo químico decidem não comparecer à segunda negociação para discutir a renovação do acordo coletivo da categoria por falta de “disposição real” para negociar, da parte do setor patronal, segundo informações da Federação dos Trabalhadores do Ramo Químico (Fetquim), que reúne os sete sindicatos da base da CUT no estado de São Paulo.

A reunião, marcada para a próxima quarta-feira (23), tem em pauta a incorporação de cláusulas à convenção coletiva, entre as quais a redução de jornada para 40 horas semanais, com sábados e domingos livres, extensão da licença-maternidade para 180 dias, cesta básica gratuita e nanotecnologia. Segundo representantes dos trabalhadores, na reunião que ocorreu na quarta (16), antes de apresentar as cláusulas novas que querem incluir no acordo, o coordenador das negociações pela bancada patronal, José Roberto Squinello, foi taxativo em afirmar que nenhuma cláusula nova seria aprovada.

“Nós tentamos negociar a redução da jornada há 20 anos e acreditamos que temos condições de chegar a um acordo em mesa de negociação. Se não for possível reduzir agora para 40 horas, podemos começar a redução para 43 horas, 42 horas. Na convenção coletiva do setor farmacêutico, já consta esse item e queremos estender aos outros setores também”, afirma o secretário-geral e de imprensa do Sindicato dos Químicos do ABC, Sidney Araújo.

A negociação do dia 31 está mantida, para discutir as questões econômicas. Os trabalhadores reivindicam reajuste de 13% – reposição da inflação e aumento real – piso salarial de R$ 1.550 e participação nos lucros ou resultados (PLR) de R$ 2.860. Atualmente, o piso da categoria em empresas com até 50 trabalhadores é de R$ 1.056,44 e em locais de trabalho com 51 ou mais empregados o valor é de R$ 1.073,60.

A Fetquim representa cerca de 180 mil trabalhadores dos setores de cosmético, químico, plásticos, material de limpeza, entre outros, das cidades de São Paulo, do ABC, Campinas, Osasco, Vinhedo, Jundiaí e São José dos Campos. Com data-base em 1º de novembro, os químicos entregaram a pauta com as reivindicações em 28 de agosto, a fim de antecipar os debates. Segundo a federação, os trabalhadores irão intensificar as paralisações, atrasos de turno e assembleias com a categoria.