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Negociação

Acordo põe fim à greve de 17 dias dos metalúrgicos da Toyota em Sorocaba

Além de reajuste que já havia sido negociado, eles garantiram melhorias no piso salarial, vale-compra e adicional noturno
por Viviane Claudino, da RBA publicado 21/10/2013 19h46
Além de reajuste que já havia sido negociado, eles garantiram melhorias no piso salarial, vale-compra e adicional noturno
Imprensa Smetal
Metalúrgicos da Toyota em Sorocaba aprovam acordo coletivo

Inaugurada no ano passado, fábrica teve a sua primeira paralisação

São Paulo – Após 17 dias em greve, os trabalhadores da Toyota em Sorocaba, interior de São Paulo, aprovaram a renovação do acordo coletivo para os próximos dois anos. Três itens emperraram as negociações e levaram à paralisação, a primeira da fábrica, inaugurada no ano passado: vale-compra, adicional noturno e piso salarial. “Eram fortes reivindicações dos trabalhadores, e por isso avaliamos de maneira positiva o resultado da campanha”, afirmou o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba, João Farani, também diretor da FEM-CUT, federação estadual da categoria.

Pelo acordo, o piso salarial na fábrica passa de R$ 1.560 para R$ 1.654. Neste ano, os trabalhadores receberão R$ 4.400 no programa de participação nos resultados (PPR). Em 2014, a PPR será de R$ 7 mil, e no ano seguinte o acordo prevê o mesmo valor de 2014, somados à reposição da inflação e 2% de aumento real. A unidade de Sorocaba tem aproximadamente 1.500 funcionários e produz o modelo Etios.

Os salários serão reajustados em 6,07% (variação do INPC em 12 meses, até agosto), além do acordo já estabelecido em maio, que garantiu 4% de aumento real, para pagamento até maio do ano que vem. Os metalúrgicos da Toyota de Sorocaba também receberão 2% de aumento real em setembro de 2014 e de 2015.

A partir de janeiro de 2014, o adicional noturno passa de 20% para 25% por hora trabalhada, e os trabalhadores terão vale-compra no valor de R$ 184. Os trabalhadores também conquistaram licença-paternidade de sete dias corridos, inclusive em casos de adoção, auxílio-creche de R$ 596,20, para filhos até 18 meses, ou auxílio de R$ 330,80 se não houver comprovação com despesa em creche.

Não haverá desconto pelos dias parados – a compensação deverá ser feita até aos sábados, até março de 2014. Também ficou garantida estabilidade no emprego por 90 dias.

Segundo Farani, na negociação de sexta (18), que colocou fim à paralisação, os representantes da empresa se comprometeram a discutir alternativas para acabar com o assédio moral e reduzir o risco de doenças decorrentes ao ritmo de trabalho. Ele informou que o sindicato tem recebido muitas reclamações de funcionários que sentem dores no corpo, por causa do movimento repetitivo, ritmo e postura física exigidos pelo trabalho. “Queremos encontrar uma solução em mesa de negociação, e a empresa se comprometeu a debater isso com o sindicato, em reuniões específicas. Deixamos claro que não permitiremos que o assédio moral prevaleça na Toyota.”