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Bancários rejeitam proposta de reajuste, e greve entra no 20º dia

sem acordo
por Redação RBA publicado 07/10/2013 18h10, última modificação 07/10/2013 20h07
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BancáriosSP
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A greve em São Paulo entrará no 20º dia à espera de nova proposta da Fenaban

São Paulo – Em assembleia realizada no final da tarde de hoje (7), os bancários de São Paulo confirmaram indicação do Comando Nacional dos Bancários e rejeitaram proposta de 7,1% de reajuste apresentada na última sexta-feira (4) pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Segundo o sindicato da categoria, a assembleia na quadra dos bancários, região central da capital paulista, teve presença de aproximadamente mil trabalhadores, e a decisão foi unânime. Com isso, a greve completará amanhã 20 dias. Em Belo Horizonte, os bancários também rejeitaram a proposta. Outras assembleias seriam realizadas ainda hoje em todo o país, ratificando a indicação do comando.

A proposta prevê 0,97% de reajuste acima da inflação e foi considerada insuficiente pelos trabalhadores, que reivindicam 5% de aumento real, além de piso de R$ 2.860,21 e pagamento de três salários somados à parcela adicional de R$ 5.553,15, para pagamento da participação nos lucros ou resultados (PLR). A categoria tem data-base em 1º de setembro.

Os trabalhadores reivindicam ainda mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao Projeto de Lei 4.330, além da aplicação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que proíbe as dispensas imotivadas, entre outros itens.

O Comando Nacional, coordenado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), encaminhou documento à Fenaban reafirmando "a necessidade de os bancos apresentarem uma nova proposta que de fato atenda às reivindicações econômicas e sociais dos bancários".

No 19º dia, segundo balanço divulgado pelo sindicato de São Paulo, Osasco e Região, a paralisação atingiu 608 locais de trabalho (593 agências e 15 centros administrativos), com participação estimada de 32 mil trabalhadores. Pelo país, de acordo com a Contraf, são 11.717 agências e centros administrativos fechados.

 

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