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Professores do Rio decidem manter greve, que já dura 22 dias

Adesão é de 80% da categoria, segundo sindicato dos profissionais de ensino
por Agência Brasil publicado 30/08/2013 17h55, última modificação 30/08/2013 17h57
Adesão é de 80% da categoria, segundo sindicato dos profissionais de ensino
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Além de melhores condições de trabalho, profissionais reivindicam automomia

Rio de Janeiro – Após três tentativas de votação em uma assembleia que durou cerca de quatro horas, os profissionais de educação da capital fluminense decidiram hoje (30) manter a greve até a próxima terça-feira (3). Neste dia, haverá mais uma assembleia. A reunião de hoje foi marcada por debates entre um grupo que desejava manter a paralisação e outro que queria voltar a lecionar e ao estado de greve.

Nesta sexta-feira, os docentes completaram 22 dias de greve, com adesão de 80% da categoria, segundo o Sindicato Estadual de Profissionais de Ensino (Sepe).

A coordenadora do sindicato na capital, Susana Gutierrez, disse que houve avanço nas negociações com a prefeitura do Rio, mas destacou que a principal reivindicação, a autonomia de ensino, ainda não foi atendida.

“A autonomia pedagógica é o professor ter o direito de construir o projeto político-pedagógico da escola, quais métodos ele vai utilizar. Nós temos um currículo único, isso não é problema, mas a forma como você vai dar esse currículo", ressaltou Susana.

Na edição de hoje do Diário Oficial do Município do Rio, a prefeitura publica atos que foram acordados com o Sepe. Entre eles estão a climatização, até o fim deste ano, de mais 130 escolas; a criação do grupo de trabalho para definir um terço da carga horária; e a adoção de cadernos pedagógicos consultando, previamente, os docentes. O Sepe disse que as reivindicações atendidas foram “uma vitória”, no entanto “ainda há muito para se batalhar”.

A Secretaria Municipal de Educação não informou, até o fechamento da matéria, o número de alunos sem aulas e o percentual de adesão dos professores à greve.

Os profissionais de ensino da rede estadual, que também estão em greve desde o dia 8 de agosto, estão reunidos em assembleia, para decidir se mantém a paralisação. A categoria reivindica reajuste salarial de pelo menos 16% e a fidelização da matrícula em uma única escola.

Na terça-feira (27), o governo do estado informou, em nota, que “compartilha da opinião sobre a fidelização de uma matrícula por escolas, mas alerta, "que, por menor que seja o número com o qual ocorre o contrário, a mudança não pode ser feita imediatamente”. Sobre o reajuste, informou já ter concedido 8% para a categoria neste ano e que não há possibilidade de novo aumento.

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