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Precarização

CUT cobra respeito de empresários à negociação sobre projeto de terceirização

Central critica proposta apresentada à revelia da mesa quadripartite que debate o tema com parlamentares e governo
por Redação RBA publicado 30/07/2013 12h36, última modificação 30/07/2013 14h52
Central critica proposta apresentada à revelia da mesa quadripartite que debate o tema com parlamentares e governo
luiz carvalho
mesa quadripartite

Sérgio Nobre (esquerda) fala na abertura da mesa quadripartite

São Paulo – A terceira rodada da mesa de negociação em torno do projeto de lei que regulamenta a terceirização, ontem (29), foi marcada por críticas dos trabalhadores à ação de representantes empresariais. A mesa foi criada justamente para que os dois lados (além de governo e parlamentares) discutam sobre o tema e cheguem a propostas de consenso.

O PL da terceirização (4.330, de 2004), de autoria do deputado e empresário Sandro Mabel (PMDB-GO), é considerado retrógrado pelas centrais sindicais. A matéria já recebeu parecer favorável do relator do na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC), Arthur Maia (PMDB-BA), que estava na reunião de ontem.

Entre os retrocessos apontados pelas centrais, estão a permissão para a terceirização sem limites, inclusive na atividade essencial da empresa. O secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, abriu o encontro criticando o retorno à pauta no Senado de outro projeto que também trata do trabalho terceirizado. No último dia 17, o senador Armando Monteiro (PTB-PE), ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), apresentou na Comissão de Constituição e Justiça da Casa um substitutivo ao PLS 87/10, na mesma linha do PL 4330.

“Isso trouxe um enorme desconforto para a bancada dos trabalhadores. Precisamos estabelecer o campo em que iremos resolver o debate sobre a terceirização e, para nós, é a mesa de negociação”, disse Nobre.

Em resposta, o deputado Arthur Maia classificou a ação do ex-dirigente da CNI como uma posição individual. Disse ainda que conversou com o representante patronal e este teria afirmado desconhecer a mesa de negociação, além de ter assumido o compromisso de impedir a tramitação do PLS 87.

Nobre ressaltou que avanços dependem do interesse dos empresários em discutir abertamente.“Vamos investir na negociação até o final para que os mais de 10 milhões de terceirizados não tenham mais seus direitos desrespeitados. Agora, só fecharemos acordo se houver bom senso dos empresários, porque não dá para construir uma proposta baseada somente na visão deles”, afirmou.

Amanhã (31), as centrais voltam a se reunir para discutir o tema, desta vez, em São Paulo. As negociações da mesa quadripartite voltam na próxima segunda (5). A votação do PL, caso exista um consenso, deve ocorrer em 13 de agosto. Antes, no dia 6, as centrais farão protestos em todo o país contra o PL 4.330. Há ainda um dia de paralisação marcado para 30 de agosto, pelo atendimento da pauta trabalhista, que inclui a redução da jornada para 40 horas semanais e o fim do fator previdenciário, entre outros pontos.

Com informações do portal da CUT