greve na saúde

Servidores da saúde de SP mantêm greve e farão ato em frente a Palácio dos Bandeirantes

Sindicato critica falta de negociação por parte da Secretaria Estadual de Saúde e afirma que adesão chega a 70% em algumas unidades

Rodrigo Gazzanel/ABCDigipress/Folhapress

Os servidores da saúde, que fizeram ato no centro da cidade, exigem 32,2% de reajuste salarial

São Paulo – Os servidores públicos estaduais da Saúde decidiram hoje (10) manter a greve iniciada em 1º de maio e realizar uma nova assembleia na próxima sexta-feira (17) em frente ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista para protestar contra a administração do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

A proposta inicial era realizar um ato unificado com os professores da rede estadual, que estavam em greve e suspenderam hoje a paralisação em assembleia do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp).

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo (SindSaúde), Gervásio Foganholi, 30 unidades da saúde na capital e no interior do estado estão em greve, e a adesão varia de 50% a 70% nestas unidades.

Os servidores da saúde reivindicam 32,2% de reajuste por perdas salariais referentes aos últimos cinco anos, aumento do vale-refeição dos atuais R$ 8 para R$ 26,22, prêmio de incentivo igual para todas as categorias da saúde e transparência no uso da verba do Fundo Estadual de Saúde (Fundes).

Segundo Foganholi, desde o início da greve, no dia 1º de maio, o governo estadual não fez nenhuma contraproposta e não se reuniu com o sindicato. “Eles nos chamaram para uma reunião no dia 30 de abril, ao saber da nossa decisão de greve, mas não apresentaram nenhuma proposta”, disse. De acordo com o presidente do SindSaúde, a decisão é manter a greve por tempo indeterminado ou até que o governo aceite negociar com os trabalhadores.

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo foi procurada para comentar sobre o assunto, mas ainda respondeu a solicitação.

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