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CUT quer prioridade do governo federal em discussão sobre isenção de PLR

por Redação da RBA publicado , última modificação 13/06/2012 14h09

São Paulo – A CUT criticou ontem (12), em nota, o cancelamento da reunião do governo federal com as centrais sindicais, que havia sido marcada para a segunda-feira (11), para discutir a isenção de Imposto de Renda do pagamento de prêmios de participação nos lucros ou resultados (PLR). Segundo informações da CUT, não houve agendamento de nova reunião.

A reivindicação da central é que “a equipe econômica do governo da presidenta Dilma Rousseff trate a pauta dos trabalhadores com a mesma prioridade e grau de urgência com que toma medidas na área macroeconômica”, citou em nota.

Na reunião anterior, em 31 de maio, o ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, apresentou às centrais sindicais proposta que isenta a PLR em até 5 mil da cobrança de Imposto de Renda, com entrada em vigor a partir de 2013. A proposta desagradou as centrais que reivindicam a isenção até R$ 10 mil. O  governo também propôs alíquota de 7,5% para valores entre R$ 5 mil e R$ 7 mil; 15% para pagamentos entre R$ 7 mil e R$ 8 mil; 22,5% para R$ 8 mil a R$ 10 mil; e 27,5% para mais de R$ 10 mil.

Pela proposta dos trabalhadores, além da isenção para valores até R$ 10 mil; a cobrança ocorreria em 7,5% para pagamentos de R$ 10 mil a R$ 15 mil; 15%, entre R$ 15 mil e R$ 20.250; 22,5%, entre R$ 20.250 e R$ 25.312 ; e 27,5% para os demais. Os sindicalistas defendem que a isenção valha já para este ano.

Campanha

A campanha pela não incidência de imposto de renda nos pagamentos a título de PLR foi lançada em novembro do ano passado pelos sindicatos de bancários, metalúrgicos e químicos ligados à CUT.  

Desde o final do ano, os representantes dessas categorias realizam manifestações e incursões a gabinetes do Palácio do Planalto e do Congresso Nacional. Também colheram adesões a um abaixo-assinado defendendo a mudança na legislação que trata da incidência do IR sobre a PLR.

Os sindicatos reivindicam mesmo tratamento dado aos dividendos de lucros pagos a acionistas de empresas. Um investidor em Bolsa de Valores, por exemplo, está livre da mordida do Leão sobre ganhos de até R$ 20 mil/dia. Sobre ganhos acima desse valor incide alíquota única de 20%.

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