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Presidente da CUT quer 'gestão republicana' no Ministério do Trabalho

por Terlânia Bruno, da Rede Brasil Atual publicado , última modificação 01/05/2012 16h22

São Paulo – O presidente nacional da CUT, Artur Henrique, afirmou esperar uma "gestão republicana" do novo ministro do Trabalho, Brizola Neto (PDT), confirmado ontem (30) no cargo pela presidenta Dilma Rousseff. "É um bom nome, com experiência. Esperamos que trate de forma igualitária todas as centrais sindicais, sem priorizar esta ou aquela", disse Artur Henrique, durante as comemorações do 1º de Maio, no centro de São Paulo. 

O dirigente disse que tem reunião marcada com o novo ministro amanhã (2) e que, além da bandeira da liberdade sindical, a CUT também quer discutir qualificação profissional e fim do fator previdenciário. 

Aos 33 anos, Brizola Neto será o ministro mais jovem do governo Dilma. Durante as celebrações do Dia do Trabalho da Força Sindical, o ainda deputado admitiu que terá de convencer setores de seu partido sobre a nomeação. Havia divergências entre segmentos em torno das indicações a serem apresentadas à presidenta. 

Na zona sul de São Paulo, o secretário de Finanças da central, Vagner Freitas, demonstrou agrado com a nomeação feita por Dilma após cinco meses sem um titular no ministério. Desde a demissão de Carlos Lupi, presidente do PDT, em novembro, o cargo era exercido pelo interino Paulo Roberto Pinto. 

Para Freitas, candidato da Articulação Sindical, corrente majoritária, à presidência da CUT, a nomeação é uma oportunidade de mudar a relação entre o ministério e os trabalhadores. "O ministério da gestão anterior foi aparelhado pela Força Sindical, então o ministério fazia os interesses de uma central sindical", disse. "A CUT não é a favor nem contra ministro algum, achamos que essa é uma questão da presidenta. Para isso, o ministério tem de ser republicano. Esse é o único recado que vamos levar para o Brizola Neto."