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Em São Bernardo, tema de ato é a defesa do emprego e da indústria nacional

por Terlânia Bruno, da Rede Brasil Atual publicado , última modificação 01/05/2012 19h25

São Paulo – A celebração pelo Dia do Trabalho em São Bernardo, no ABC paulista, foi organizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos e, pela primeira vez, com a participação de sindicatos não filiados à CUT. O presidente do sindicato Sérgio Nobre, defendeu a isenção do Imposto de Renda sobre a participação nos lucros ou resultados (PLR). "Nós temos um compromisso do Ministério da Fazenda de estudar o assunto. Nós não desistimos ainda. Vamos continuar pressionando o ministro Guido Mantega."

De acordo com o dirigente, os empresários não pagam imposto de renda sobre as retiradas mensais que fazem sobre seus lucros, pois isso seria considerado bitributação e assim também deveria ser tratada a questão do Imposto de Renda sobre a PLR. “Esse é um caso que precisa ser resolvido pelo Ministério da Fazenda”, afirmou.

Segundo Nobre, o sindicato vai, ao mesmo tempo, pressionar o Congresso Nacional para aprovar projetos de lei que tratam do assunto e pressionar o Ministério da Fazenda a desonerar os trabalhadores. "Está na hora de o ministério nos chamar para negociar e espero que isso ocorra nos próximos dias", disse.

Sobre o fim do imposto sindical, Nobre disse que o Sindicato dos Metalúrgicos aboliu há 15 anos  a cobrança, que tem por objetivo dar sustentação financeira a sindicatos pouco representativos. "Tem uma aliança conservadora entre sindicatos de empresários e de trabalhadores, que não representam ninguém, que não deixam o imposto sindical acabar."  

Para Sergio Nobre, o fator previdenciário é um outro caso de injustiça contra o trabalhador. "O trabalhador passa a vida inteira contribuindo para a Previdência Social pelo teto do valor da aposentadoria e na hora em que ele se aposenta, aplica-se um redutor. Isso é um roubo e precisa ser corrigido", afirmou.

O fator previdenciário é uma fórmula que leva em conta o tempo de contribuição, a idade do trabalhador e a expectativa de vida no cálculo do valor do benefício. Por esse mecanismo, há uma redução no valor da aposentadoria que desestimula o trabalhador a se aposentar.

Nobre disse ainda que sua expectativa em relação ao novo ministro do Trabalho, Brizola Neto, indicado ontem (30) pela presidenta Dilma Rousseff para ocupar a pasta, é de que a agenda dos trabalhadores volte a ser discutida neste ministério.  "Não temos de discutir com o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência da República) ou no Congresso Nacional. O movimento sindical deve entregar em mãos ao ministro, a agenda dos trabalhadores", destacou.