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CBTU pede fim da greve do transporte como condição para negociar

Sem avanço, os metroviários de Belo Horizonte e Recife e os ferroviários de João Pessoa, Maceió e Natal mantêm paralisação iniciada segunda-feira. Sindicatos receberam proposta de retorno ao trabalho com "indignação"
por Redação da RBA publicado 18/05/2012 17h32, última modificação 18/05/2012 18h08
Sem avanço, os metroviários de Belo Horizonte e Recife e os ferroviários de João Pessoa, Maceió e Natal mantêm paralisação iniciada segunda-feira. Sindicatos receberam proposta de retorno ao trabalho com "indignação"

São Paulo – A reunião da tarde de hoje (18) entre a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e os sindicatos dos metroviários de Belo Horizonte e Recife e dos ferroviários de João Pessoa, Maceió e Natal terminou sem avanços. As paralisações no transporte público nestas capitais duram desde segunda-feira (14). A empresa, que é controlada pelo Ministério das Cidades, pediu o retorno dos funcionários ao serviço como condição para interceder no diálogo com o governo.

Os sindicalistas, que esperavam por uma proposta para negociar o fim da greve, receberam o pedido com indignação. O presidente da Federação Nacional dos Metroviários (Fenametro), Paulo Roberto Pasin, afirmou que os dirigentes que esperavam uma proposta ficaram surpresos com a postura da CBTU. "Uma empresa administradora do transporte em várias capitais, vê a situação de greve criando transtorno aos cidadãos e não se esforça para solucionar", disse.

Entre as reivindicações conjuntas das duas categorias estão 5,13% de reposição da inflação acrescido de 10% de aumento real, plano de carreira, participação nos lucros ou resultados (PLR), plano de saúde integral, adicional noturno de 50% e gratificação por passageiro transportado. O movimento grevista começou em protesto contra a postura da empresa de decidir por reajuste zero este ano.

Apesar de a reunião ter sido convocada pela própria empresa, o presidente Francisco Carlos Caballero não esteve presente. Segundo Pasin, os responsáveis pelo setor de recursos humanos explicaram aos sindicalistas os impeditivos para a concessão do reajuste. "Eles não estão tratando como algo sério. A postura deles é um desrespeito à população", completou.

Com isso, o quadro de greve nas capitais está mantido. Os metroviários de Belo Horizonte e os ferroviários de Maceió farão assembleia amanhã (19) para discutir o rumo do movimento. Os de Natal, João Pessoa e Recife devem se reunir na segunda-feira (21). A circulação de trens continua funcionando em escala mínima somente em horário de pico, seguindo ordem judicial.

Além dos cinco estados, outras duas capitais podem aderir à greve. Os metroviários de Porto Alegre decidiram ontem (17) em assembleia realizar paralisação por 24 horas na segunda-feira. Já em São Paulo, a categoria deliberou estado de greve e ameaça parar na quarta-feira (23).

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