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Professores estaduais de São Paulo querem manter pressão por reajuste e jornada

por Redação da RBA publicado , última modificação 21/04/2012 09h13

São Paulo – Os professores da rede pública estadual em São Paulo decidiram fechar um calendário de mobilizações para cobrar do governo de Geraldo Alckmin (PSDB) a abertura de negociações. Um dos pontos centrais da campanha definida em assembleia realizada ontem (20) é o cumprimento da jornada de trabalho definida pela lei nacional que institui o piso salarial dos docentes.

Os professores decidiram votar contra a possibilidade de iniciar uma greve em maio, e preferiram marcar uma nova assembleia para 15 de junho, após novas tentativas de negociação com o Executivo estadual. 

“A greve foi descartada. Acho que tem que ter essa maturidade. O governo ainda tem a justificativa de que a data-base [dos professores] é julho e qualquer coisa que se fizer antes disso pode antecipar um entendimento da sociedade de que o sindicato não está respeitando a própria legislação que trata da composição salarial”, disse a presidenta do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Azevedo Noronha.

A categoria pretende cobrar o cumprimento do reajuste de 10,2% previsto para este ano. Segundo o sindicato, a Secretaria Estadual de Educação prometeu regulamentar o assunto por meio de projeto de lei que será enviado à Assembleia Legislativa em junho. Em paralelo, os professores querem que seja realizada uma audiência pública em maio para abordar esta questão. A Apeoesp aponta que é preciso discutir um reajuste que garanta a reposição das perdas salariais.