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Professores se reunirão com o governo do Distrito Federal na próxima segunda

Categoria chega ao quarto dia de greve com adesão de 70%, segundo o sindicato, e vive expectativa por "propostas concretas"
por Redação da RBA publicado 15/03/2012 17h16, última modificação 15/03/2012 18h40
Categoria chega ao quarto dia de greve com adesão de 70%, segundo o sindicato, e vive expectativa por "propostas concretas"

São Paulo – O Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) foi chamado para reunião na próxima segunda-feira (19) na Secretaria de Educação. A expectativa é que seja apresentada proposta de reajuste salarial. Em greve há quatro dias, os professores da rede pública pedem que o governo distrital cumpra acordo feito em abril do ano passado para aplicação do reajuste nos salários e reestruturação nos planos de carreira.

De acordo com o diretor do sindicato Rodrigo Rodrigues, a reunião da próxima semana é uma tentativa de negociação por parte da entidade, já que no último encontro entre os representantes, no dia 13, apenas uma carta de intenções foi oferecida pelo governo. "Nós esperamos realmente que nesta próxima reunião tenha uma proposta concreta", afirmou.

A justificativa da administração estadual para a demora na concessão do reajuste – apresentado em outubro passado – é a inviabilidade de ampliar gastos ainda neste ano com orçamento já fechado, sob risco de atingir o patamar previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Ontem (14), cerca de mil professores fizeram manifestação em frente à casa oficial do governador Agnelo Queiroz (PT), em Águas Claras. A adesão à greve, de acordo com o Sinpro, é de cerca de 70% nas escolas da rede pública.

Greve nacional

O Distrito Federal e 23 estados chegaram ao segundo dia de paralisação nacional em protesto pelo cumprimento da Lei Nacional do Piso do Magistério, fixada atualmente em R$ 1.451 para jornada de 40 horas. De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), a maior adesão é de Pernambuco, que chega a 85% da rede de ensino municipal, além de alguns municípios do Rio Grande do Sul, onde as aulas em 100% das escolas ficaram suspensas ontem.

No estado de São Paulo, 30% dos professores paulistas aderiram à greve. Amanhã (16), a mobilização irá continuar com a realização de assembleia em frente ao Palácio dos Bandeirantes, às 14h, que pode decidir pela continuidade e intensificação da paralisação.

Segundo levantamento feito pela confederação, somente nove estados e o Distrito Federal pagam o estabelecido pelo piso. Os professores pedem também a revisão do plano de carreira e destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação.