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CUT inicia em Campinas plebiscito contra imposto sindical

Cerca de mil trabalhadores da Elektro abriram o processo de votação para opinarem contra ou a favor da troca do imposto por uma contribuição negociada
por Redação da RBA publicado 26/03/2012 14h05, última modificação 26/03/2012 16h52
Cerca de mil trabalhadores da Elektro abriram o processo de votação para opinarem contra ou a favor da troca do imposto por uma contribuição negociada

São Paulo – A CUT lançou hoje (26), em Campinas (SP), o plebiscito nacional contra o imposto sindical. A central irá debater o tema nos locais de trabalho, defendendo a troca do tributo compulsório pela contribuição negociada em assembleia. No primeiro encontro de trabalhadores com a finalidade de opinar contra ou a favor do imposto, cerca de mil funcionários da distribuidora de energia Elektro iniciaram o processo de votação, que vai até 30 de abril.

O imposto sindical é cobrado dos trabalhadores com carteira assinada uma vez por ano, sempre no mês de março, sendo o descontado sócio ou não do sindicato. A iniciativa da CUT pretende também conscientizar quem paga o tributo, mas não sabe a destinação do valor. Com a proposta de mudança da estrutura sindical, as entidades só receberiam a contribuição caso esta fosse aprovada pelos trabalhadores em assembleia.

De acordo com o presidente da CUT, Artur Henrique, a mudança vai dificultar a criação dos "sindicatos pelegos", com pouca representatividade e fracos na negociação. "Para fortalecer a negociação, é fundamental fortalecer os sindicatos, torná-los atuantes, com trabalho de base. Ou seja, é preciso acabar com os sindicatos de gaveta. O fim do imposto sindical é determinante por isso", frisou o dirigente. Os trabalhadores pagariam somente se estiverem satisfeitos com as ações do sindicato.

A ratificação da Convenção 87 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que trata sobre liberdade e autonomia sindical no país, também faz parte da campanha. A central irá começar a coletar assinaturas para um projeto de lei em 1º de Maio, Dia do Trabalho. A série de mobilizações por uma nova estrutura sindical se estende até 2013, quando a central completará 30 anos.