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Protesto cobra do sistema bancário investimentos em medidas de segurança

Vigilantes e bancários apontam negligência com a proteção de trabalhadores e usuários. Retirada de portas giratórias coincidiu com aumento de ocorrências
por Redação da RBA publicado 21/03/2012 17h39, última modificação 21/03/2012 18h46
Vigilantes e bancários apontam negligência com a proteção de trabalhadores e usuários. Retirada de portas giratórias coincidiu com aumento de ocorrências

Encenação com humor em SP (Foto: Jailton Garcia/Sindicato dos Bancários)

São Paulo – Vigilantes e bancários protestaram hoje (21) no centro de São Paulo por mais segurança das agências e contra a retirada das portas giratórias. O ato fez parte de um dia nacional de luta, com objetivo de cobrar dos bancos mais investimentos para a segurança. De acordo com o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, os gastos do sistema bancário com segurança caíram de 5,45% para 5,20% dos lucros no último ano.

Na capital paulista, os trabalhadores encenaram situações de assalto nas ruas. Personagens vestidos de anjos recebiam pedidos dos clientes por mais proteção. Outros, vestidos de bandidos, empunhavam faixa com dizeres "a favor da retirada das portas de segurança".

Daniel Reis, diretor do sindicato e integrante da Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada – formada por representantes dos trabalhadores e dos bancos –, criticou a possível negligência. "Quando nós vimos uma campanha institucional da Federação dos Bancos alertando os clientes para a importância da porta de segurança? Não tem. Simplesmente porque os bancos não estão preocupados com isso”, afirmou.

A Segunda Pesquisa Nacional de Ataques a Bancos, elaborada pela Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) e Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) aponta que em 2011 foram 1.591 ocorrências de casos de violência em agências bancárias – 632 assaltos ou tentativas e 959 arrombamentos de agências, postos de atendimento e caixas eletrônicos.

O estado de São Paulo lidera a lista, com 538 ataques. Em segundo lugar, aparece o Rio Grande do Sul, com 130, e em terceiro a Bahia, com 112. "Os gastos dos bancos estão concentrados na preservação do patrimônio, do dinheiro e na segurança virtual. Nossa luta é para que se preocupem com a vida de bancários, vigilantes e clientes”, disse Reis.

As portas giratórias, de acordo com o sindicato, mostram eficácia em São Paulo. Em 2010, foram registradas 369 ocorrências, uma queda de 80,16% ante 2000, quando houve registro de 1.903 ataques. Já em 2011, quando alguns bancos retiraram as portas giratórias, foram registrados 422 assaltos, um crescimento de 14,36%.

"A porta de segurança é um mecanismo que dificulta essa entrada do ladrão. Nós estamos mostrando para o cliente que se ele fica constrangido por causa da porta, o bandido também se constrange, porque ele precisa de agilidade para roubar”, disse a secretária-geral do sindicato, Raquel Kacelnikas.

Com informações da Agência Brasil e do Sindicato dos Bancários

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