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Funcionários do Banco do Brasil protestam por respeito à jornada de trabalho

Com manifestações nesta quarta (7), categoria critica falta de soluções por parte da direção do banco para descumprimento da carga diária de trabalho nas agências e departamentos
por Redação da RBA publicado , última modificação 06/03/2012 15h18
Com manifestações nesta quarta (7), categoria critica falta de soluções por parte da direção do banco para descumprimento da carga diária de trabalho nas agências e departamentos

São Paulo – Funcionários do Banco do Brasil de todo o país organizam para amanhã (7) um dia nacional de luta em defesa da jornada diária de seis horas, com paralisações parciais nas agências. O protesto deve-se à falta de progresso nas negociações entre a direção do banco e os representantes dos funcionários. 

Os bancários cobram da administração medidas para adequação da jornada de 30 horas semanais, estipulada para os trabalhadores da categoria pela Consolidação das Leis do Trabalho. A jornada de oito horas diárias, permitida apenas para empregados com função de chefia, vem sendo praticada de maneira indiscriminada em agências e departamentos. Em negociação na última quinta-feira (1º), os representantes do BB não apresentaram proposta.

De acordo com o diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região Cláudio Luis de Souza, a direção do banco está quebrando compromisso anteriormente assumido, de apresentar contraproposta para solucionar a questão. "Isso não aconteceu e estamos orientando os funcionários a participar da mobilização nacional", explica Souza, lembrando que a jornada de seis horas foi uma das conquistas históricas da categoria, no início dos anos 1960.

Em Brasília, a paralisação irá das 10h às 12h. "É fundamental que os sindicatos façam atividades para envolver os bancários na luta pela jornada de seis horas, além de outras reivindicações da categoria", ressalta o secretário de Formação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), William Mendes.

Em tentativa de negociação desde o ano passado, os sindicalistas afirmam que o Banco do Brasil se recusou a negociar a jornada durante a última campanha nacional argumentando que solucionaria a questão ao menos parcialmente.

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