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Após rejeitar proposta, sindicatos do setor farmacêutico retomam negociações

Entidade que representa as empresas ofereceu 6% de reajuste salarial, enquanto trabalhadores pedem 12%
por Redação da RBA publicado , última modificação 27/03/2012 18h17
Entidade que representa as empresas ofereceu 6% de reajuste salarial, enquanto trabalhadores pedem 12%

São Paulo – A Federação dos Trabalhadores do Ramo Químico da CUT no Estado de São Paulo (Fetquim) deve retomar amanhã (28) as negociações com o Sindusfarma, o sindicato patronal, em busca de acordo na campanha salarial deste ano. A primeira proposta da entidade ficou aquém do esperado pelos químicos: 6% de reajuste salarial na data-base (1º de abril), o que corresponderia a pouco mais do que a inflação prevista para o período, em 12 meses (5,2%). Além disso, a Fetquim informa que o faturamento do setor cresceu 15,8% de 2010 para 2011.

Para a federação, também há uma tentativa do Sindusfarma de dividir a categoria ao propor piso escalonado: R$ 954,00 nas empresas até 100 trabalhadores, R$ 1.060 nas de 101 a 200, e R$ 1.070,00 nas acima de 200. Foi proposto que o item sobre participação nos lucros ou resultados (PLR) fosse retirado da convenção coletiva. "O objetivo é pressionar os trabalhadores em algumas empresas a aceitarem pagamento inferior ao mínimo previsto no acordo", diz a Fetquim. O coordenador político da entidade, Raimundo Suzart, considerou "inaceitável" a proposta.

A cesta básica também seguiria a fórmula de escalonamento, com valores de R$ 70, R$ 106 e R$ 108, respectivamente. Nas empresas que já fornecem a cesta, o reajuste seria de 6%.

Os sindicatos ligados à Fetquim reivindicam reajuste salarial de 12%, PLR de R$ 2.500 e cesta básica ou vale-alimentação com valor mínimo de R$ 150 (para empresas em que o valor é superior, o aumento seria de 25%).