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Bancários vão reivindicar aumento real de 5% em campanha salarial

Pauta foi fechada após três dias de debates em São Paulo, com participação de 695 delegados e observadores eleitos em todo o país
por João Peres, da RBA publicado , última modificação 01/08/2011 12h43
Pauta foi fechada após três dias de debates em São Paulo, com participação de 695 delegados e observadores eleitos em todo o país

São Paulo – Os bancários de todo o país vão reivindicar reajuste salarial de 12,8%, o que significa aumento real de 5%, durante a campanha salarial deste ano. A pauta de reivindicações definida por 695 delegados sindicais eleitos em bancos públicos e privados de todo o Brasil foi fechada após três dias de debates na capital paulista.

Além do reajuste, os bancários querem participação nos lucros equivalente a três salários, acrescidos de R$ 4.500, valorização do piso e aumento nos vales refeição e alimentação. A categoria exige ainda plano de cargos e salários e reafirma a necessidade de acabar com metas abusivas e com a prática do assédio moral. “Os bancos, setor mais rentável do país, têm total condição de atender a todas as nossas reivindicações”, diz a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira.

Um dos pontos lembrados pelos delegados reunidos na Conferência Nacional é a necessidade de inclusão bancária para que todos tenham direito a atendimento de qualidade feito por bancários em agências e postos de atendimento, independentemente da região do país. Quase 40% dos cidadãos ainda não têm acesso a contas-correntes no Brasil. 

Os bancários lembraram que essa universalização não pode se dar sob a ampliação da existência de correspondentes bancários, como lojas e agências dos correios, que funcionem como uma maneira de precarização do trabalho, operando com funcionários contratados abaixo do piso salarial da carreira e sem quaisquer direitos. Para os trabalhadores, trata-se de uma prática dos bancos para enxugar custos em regiões densamente atendidas pelas instituições financeiras. "A última função do corresponde bancário é universalizar os serviços. Os bancos querem única e exclusivamente reduzir custos e enfraquecer a categoria bancária. Não podemos permitir que isso aconteça", criticou o deputado federal Ricardo Berzoini durante debate no sábado (30).

Os bancários definiram apoio ao Projeto de Decreto Legislativo 214, de 2011, de autoria do parlamentar. O objetivo é eliminar as resoluções do Banco Central que ampliaram as possibilidades de abertura de correspondentes bancários. A categoria promete uma mobilização para o próximo dia 16 de agosto, quando ocorre em Brasília uma audiência pública para debater a questão. "É muito importante a participação massiva de todos nós na audiência pública. Temos de mostrar para a Febraban e para o BC que nós não vamos permitir que nos desmobilizem. Temos de lotar o auditório da Câmara e mostrar nossa força", ressaltou Juvandia.