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Para Brizola Neto, governo do Rio precisa rever posição sobre crise dos Bombeiros

Segundo o deputado, outras questões atrapalham o processo de negociação. Ministro da Justiça se compromete a interceder na crise entre Sérgio Cabral e a corporação
por Redação da RBA publicado , última modificação 09/06/2011 11h47
Segundo o deputado, outras questões atrapalham o processo de negociação. Ministro da Justiça se compromete a interceder na crise entre Sérgio Cabral e a corporação

Em mais um dia de greve, bombeiros do Rio fazem manifestação para fazer governo do Estado negociar (Foto: ©Alessandro Buzas/Folhapress)

São Paulo – O deputado Brizola Neto (PDT-RJ) afirma que o governo do Rio de Janeiro precisa rever sua posição sobre a reivindicação dos bombeiros fluminenses, que protestam por aumento salarial desde o final de abril. O conflito entre os militares e o governo se estabeleceu no último final de semana, com a invasão do quartel e prisão de 439 bombeiros por insubordinação e suposta destruição de patrimônio público.

"O governo precisa rever sua posição. Ver que, por trás da mobilização, há outras questões não contribuem em nada, só atrapalham o processo de negociação. O governo Sérgio Cabral tem respeitado negociações com servidores, mas é uma justa reivindicação (a dos bombeiros). Por isso, reabrir o diálogo em novas bases é urgente. A solução não está na repressão, mas no reajuste", declarou o deputado,a em entrevista à Rede Brasil Atual.

No sábado (4), o governador do Rio, Sérgio Cabral, classificou os manifestantes de "vândalos" e "irresponsáveis", durante entrevista coletiva após o episódio, provocando indignação da categoria e população. Deputados federais se reuniram na quarta-feira (8) com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para que seja aberto um canal de diálogo. Após o encontro, Cardozo se comprometeu a procurar o governador.

"De modo geral, em relação aos bombeiros o governo estadual precisa abrir um novo diálogo de negociação. Precisa entender que a questão não é política, é uma justa reivindicação de classe, de uma categoria que tem possivelmente a maior acolhida junto à sociedade", disse Brizola Neto.

Presente na reunião com o ministro, o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP), também presidente da Força Sindical, declarou que o objetivo é encontrar alternativa para libertar os militares detidos. Segundo ele, a preocupação dos deputados é que manifestações como a do Rio de Janeiro se espalhem pelo país. “Temos informações de várias movimentações de bombeiros e policiais militares", afirmou.

Para o deputado Glauber Braga (PSB-RJ), os bombeiros do Rio merecem o respeito do governo estadual. “Você não pode combater bombeiro militar como se fosse criminoso e usando uma política de força.” Segundo o deputado, os quartéis de bombeiros do estado são ambientes de tensão constante, por isso é necessário que o governo tente resolver a situação o mais rápido possível.

Com apoio de familiares, de deputados estaduais e da população, os bombeiros do Rio continuam em protesto pela libertação dos 439 militares presos e aumento salarial. As negociações sobre o valor do piso reivindicado pelos representantes da categoria estão sendo feitas com o novo comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Sérgio Simões.

Com informações da Agência Brasil