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Professores de SP protocolaram 4º pedido de negociação com governo no ano

Apeoesp critica secretário de Educação, que afirma não ter recebido pedido de negociação
por suzanavier publicado , última modificação 24/03/2010 13h45
Apeoesp critica secretário de Educação, que afirma não ter recebido pedido de negociação

Professores protestam em frente à Secretaria Estadual de Educação (Foto: Mauricio Morais)

Os professores da rede pública estadual de São Paulo, em greve desde o dia 8 de março, protocolaram na manhã de terça-feira (23), o quarto pedido de negociação com o governador José Serra (PSDB-SP) e o secretário Estadual de Educação, Paulo Renato, em 2010.

As entidades que representam o magistério paulista foram recebidas pelo chefe de gabinete da secretaria, Fernando Padula, que recebeu e protocolou o documento.

Os sindicalistas aproveitaram o encontro com Padula para rebater as afirmações do secretário Paulo Renato de que não havia sido procurado para negociar. Também criticaram a avaliação de mérito, as provas dos professores temporários (ACTs) e a política de gratificação e bônus. Padula comprometeu-se a levar a solicitação ao secretário da Educação.

Pela tarde, os docentes participaram de audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para discutir a paralisação da categoria. Convidados, Paulo Renato e Sidney Beraldo, secretário de Gestão Pública, não compareceram.

Para a presidente da Comissão de Educação da Alesp, Maria Lúcia Prandi (PT-SP), "a desqualificação dos professores adotada pelo governo não é caminho para estabelecer negociação".

O deputado Barros Munhoz (PSDB-SP), presidente da Assembleia, considerou essencial a abertura de negociação entre professores e governo e comprometeu-se a  conversar diretamente com Serra.

Para o deputado Roberto Felício, a estratégia do governo estadual de negar a greve dos professores é revoltante. “A manifestação realizada no último dia 19 reuniu uma multidão, que lembrava o movimento pelas Diretas Já, e assim como naquela época era a verdadeira expressão da insatisfação popular com a política deste governo”, disse Felício.

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