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Funcionários da educação em SP ainda tentam negociação com governo; professores permanecem em greve

Segundo sindicato da categoria, secretário Estadual da Educação não recebe trabalhadores há quase um ano. Nesta sexta, eles se juntam aos professores em manifestação na Paulista
por suzanavier publicado , última modificação 10/03/2010 19h38
Segundo sindicato da categoria, secretário Estadual da Educação não recebe trabalhadores há quase um ano. Nesta sexta, eles se juntam aos professores em manifestação na Paulista

São Paulo - Os funcionários da educação no estado de São Paulo decidiram não entrar em greve, mas mantêm-se mobilizados, afirma o presidente do Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação do Estado de São Paulo (Afuse), Antonio Marcos D´Assumpção.

Segundo D´Assumpção, o sindicato realizou uma consulta aos trabalhadores, no dia 26 de fevereiro, que preferiram aguardar uma possível negociação com o secretário Estadual de Educação, Paulo Renato. Mas alerta, "nada impede que nesta semana os trabalhadores decidam paralisar as atividades".

"O secretário não nos recebe há quase um ano e não respondeu a nenhum dos dez ofícios que encaminhamos solicitando audiência", explica. Entretanto, como houve um "aceno" para possível negociação, os trabalhadores decidiram aguardar.

O sindicato vai encaminhar a pauta de reivindicações à Secretaria Estadual de Educação até a sexta-feira (12) e, seguindo o calendário de mobilização, deve reunir-se com a categoria no dia 26 de março.

Sobre as reivindicações dos servidores da educação, D´Assumpção ressalta que os 34,5% de reajuste salarial pleiteados por servidores e professores "significam apenas a reposição de perdas desde 1998". Também fazem parte da pauta aumento do tíquete-alimentação de R$ 4,00, correções no plano de carreira, incorporação das gratificações ao salário-base e reconhecimento da data-base do funcionalismo. "Estamos há dez anos com esse tíquete de R$ 4,00. Não paga nem pão com manteiga e pingado", condena o sindicalista. D´Assumpção critica ainda a terceirização dos trabalhadores de limpeza das escolas e transferências arbitrárias.

De acordo com o dirigente sindical, os servidores da educação participam da assembleia dos professores na sexta, às 14 horas, no vão do Masp, na capital paulista.

Professores

Cerca de 10 mil professores decidiram entrar em greve por tempo indeterminado na sexta-feira (12).

O último balanço da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo), realizado nesta quarta-feira (10), aponta que 58% da categoria aderiu ao movimento.

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