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Ministro Lupi diz que fiscalização aumentou resgate de trabalhadores no Sudeste

por Isabela Vieira publicado , última modificação 26/01/2010 12h46

Porto Alegre - O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse nesta terça-feira (26) que o reforço da fiscalização contra o trabalho escravo no Sudeste foi responsável pelo aumento do número de trabalhadores resgatados em condições análogas à de escravidão na região – a mais rica do país.

"A fiscalização está agindo com força. Começamos no Norte, onde era a maior incidência, mas, como o maior número de empresas está no Sudeste, a maior parte da população está lá, é normal que os flagrantes estejam crescendo", afirmou, durante debate no Fórum Social Mundial, em Porto Alegre.

O Ministério Público do Trabalho divulgou na segunda passada (25) os dados sobre resgates no país e informou que, pela primeira vez , o Sudeste lidera o ranking - com 1,3 mil trabalhadores libertados. Geralmente, as primeiras posições são ocupadas pelo Norte e Nordeste.

O estado do Rio de Janeiro registrou o maior número de trabalhadores nessas condições, 521. Eles foram encontrados em Campos dos Goytacazes, em uma empresa de beneficiamento de cana-de-açúcar. "Mesmo no Sudeste há desigualdade, principalmente no interior", acrescentou o ministro.

De acordo com Lupi, programas de conscientização dos direitos trabalhistas implementados no Maranhão, Piauí e Pará, estados com grande número de denúncias de trabalho escravo, também contribuíram para redução de resgates nessas unidades federativas.

"O menor número de resgates no Norte e Nordeste também é reflexo de uma ação preventiva. Isso porque, no ano passado, uma única empresa foi flagrada com mais de mil trabalhadores em regime de escravidão", lembrou o ministro.