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Trabalhadores marcham em Brasília em busca de reivindicações

por Redação da RBA publicado , última modificação 10/11/2009 18h45

Passeata em 1º de Maio (Foto: Divulgação/CUT)

Nesta quarta-feira (11) acontece em Brasília a 6ª Marcha Nacional da Classe Trabalhadora, unindo as centrais sindicais em temas que vão da redução da jornada de trabalho, direitos trabalhistas, pré-sal e o direito à greve, entre outros.

A marcha vai cobrar dos parlamentares, ainda, a aprovação da política de valorização do salário mínimo (PL 01/07), conquistada pela pressão das outras marchas dos trabalhadores, e a votação da PEC 438/01, contra o trabalho escravo. Também são reivindicadas a ratificação das convenções 151 (pela negociação coletiva no serviço público) e 158 (que põe fim à demissão imotivada) da Organização Internacional do Trabalho, além da retirada dos projetos de lei da terceirização (4.302/98 e 4.330/04), que precarizam as relações de trabalho.

A concentração está marcada para as 7h, no estádio Mané Garrincha. De lá, a manifestação segue até a Esplanada dos Ministérios. Às 11h, as centrais fazem um ato público em frente ao Congresso Nacional.

A CUT (Central Única dos Trabalhadores) também prepara um protesto em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o interdito proibitório e contra a criminalização dos movimentos sociais.

Mas as manifestações já começaram na segunda, com cerca de 300 trabalhadores protestando diante da sede da Confederação Nacional da Indústria contra a postura da CNI, contrária à implementação do FAP (Fator Acidentário de Prevenção).

Em entrevista nesta terça, o presidente da CUT disse que a pauta unificada pelas centrais colocou a redução da jornada de trabalho sem redução de salários no topo da lista das reivindicações. "Além de gerar mais de dois milhões de empregos, a jornada vai contribuir para que os trabalhadores e trabalhadoras invistam em sua qualificação. E nisso, até os empresários deveriam apoiar".

A CUT também produziu um site especial com informações sobre a redução da jornada de trabalho. 

Com informações da CUT e Bancários de SP