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Líder mundial em exportação, Brasil enfrenta denúncias na produção de tabaco

por Ana Maria Amorim publicado , última modificação 12/11/2009 11h53

São Paulo - Conforme o Ministério da Agricultura, o Brasil é o segundo maior produtor de tabaco do mundo. É ainda líder em exportação mundial há cerca de 15 anos. De toda a produção brasileira, 85% do fumo são destinados ao mercado externo. No meio deste comércio, organizações populares, universidades e setores da Igreja denunciam uma indústria que, segundo eles, causa riscos à saúde do trabalhador e agride o pequeno produtor rural.

O assessor de projetos da Cáritas Brasileira, Altair Pozzebon, diz que a produção de tabaco favorece as grandes empresas, deixando o pequeno produtor em uma situação difícil.

“Ele (o pequeno produtor) produz, mas não é ele que define o preço, não estabelece a classe do fumo que quer vender e, além disso, tem o processo de dívidas que são geradas justamente porque o produtor precisa fazer um investimento para produzir o tabaco – esse investimento é financiado pela empresa, o que gera dívidas. Muitas vezes a produção do fumo não é suficiente para o pagamento das dívidas.”

Para Pozzebon, apesar da geração de emprego e renda, as fumageiras trazem prejuízos ao Estado.

"O governo gasta milhões de reais em saúde com o tratamento de saúde dos consumidores do tabaco que são afetadas por uma série de problemas que causam, por ano, mais de cinco milhões de mortes no mundo", diz o assessor da Cáritas. "No Brasil, são mais de 200 mil pessoas que morrem por doenças relacionadas ao consumo de tabaco. O recurso que o governo gasta no tratamento dessas pessoas é muito maior que o imposto gerado por estas empresas", completa.

Os agrotóxicos e a nicotina presentes no fumo podem causar lesões e distúrbios no sistema nervoso. As organizações pedem que o governo se responsabilize pela ampliação de campanhas antitabagistas.

Fonte: Radioagência NP

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