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Próxima de um mês, greve da Caixa tem audiência na quarta

Para líderes de sindicatos, ajuizamento de dissídio pela direção do banco mostra falta de diálogo; Outros bancários assinam acordo que garante conquistas da greve
por Redação da RBA publicado , última modificação 20/10/2009 14h35
Para líderes de sindicatos, ajuizamento de dissídio pela direção do banco mostra falta de diálogo; Outros bancários assinam acordo que garante conquistas da greve

(Foto: Jailton Garcia/Seeb-SP)

A maioria dos estados segue integrando a greve da Caixa Econômica Federal, que completa 27 dias nesta terça-feira (20). Assembleias realizadas na segunda-feira (19) definiram, em sua maioria, pela manutenção do movimento. O ABC Paulista, algumas cidades do interior de São Paulo e do Sul do país, no entanto, decidiram retomar as atividades.

Também na segunda-feira, o Comando Nacional dos Bancários e a Comissão Executiva dos Empregos da Caixa definiram orientações aos sindicatos, entre elas a continuidade da greve até que a Caixa apresente uma nova proposta de reajuste salarial.

Está marcada para a manhã de quarta-feira (21) uma audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília. O ajuizamento de dissídio por parte da direção da Caixa irritou os líderes sindicais, que consideram que a atitude demonstra falta de capacidade de negociação. O banco solicitou ainda, em caráter liminar, a declaração de abusividade e a determinação de volta ao trabalho, o que foi negado pelo ministro João Oreste Dalazen, vice-presidente do TST.

“O movimento sindical considera que o processo negocial é o caminho apropriado para a solução de conflitos entre patrões e empregados. É nesse espírito que vamos à audiência de conciliação, buscando retomar o diálogo. Consideramos lamentável que o banco tenha precisado recorrer à Justiça para retomar um processo interrompido pela própria empresa”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

Acordo

Em relação aos funcionários de outros bancos, que encerraram greve na semana anterior, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) assinaram na segunda-feira o acordo que assegura as conquistas obtidas pela paralisação.

Além do reajuste salarial de 6%, ficam garantidos aumentos nos benefícios, como tíquete-refeição e cesta-alimentação, e a antecipação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).