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Bancários aprovam proposta e encerram greve em SP

Trabalhadores de bancos privados, BB e Nossa Caixa aceitaram as propostas de reajuste salarial com aumento real e PLR. Greve continua na Caixa
por Redação da RBA publicado , última modificação 08/10/2009 19h40
Trabalhadores de bancos privados, BB e Nossa Caixa aceitaram as propostas de reajuste salarial com aumento real e PLR. Greve continua na Caixa

Bancários de bancos privados, do Banco do Brasil e da Nossa Caixa de São Paulo, Osasco e Região decidiram em assembleia, nesta quinta-feira (8), aceitar as propostas e encerrar a greve que durou 15 dias. A única exceção são os empregados da Caixa Econômica Federal que seguem parados.

Os trabalhadores dos bancos privados decidiram aceitar a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de 6% de reajuste salarial, PLR de 90% do salário mais R$ 1.024 com teto de R$ 6.680, mas o valor pode aumentar até que seja distribuído pelo menos 5% ou até 15% do lucro líquido, podendo chegar a 2,2 salários, com teto de R$ 14.696. Os bancários também conquistaram ampliação da licença maternidade para seis meses, auxílio-refeição de R$ 16,88, cesta-alimentação de R$ 289,31, 13ª cesta-alimentação de R$ 289,31 e auxílio – creche/babá de R$ 207,95.

“Pelo sexto ano consecutivo, os bancários conquistam aumento real de salários. Graças à forte greve da categoria, os trabalhadores de um dos setores mais lucrativos do país, conseguiram avanços econômicos e sociais”, disse Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e membro do Comando Nacional dos Bancários.

BB e Nossa Caixa
Na negociação específica, o Banco do Brasil fechou acordo de reajuste do valor do Plano de Cargos e Salários (PCS) e contratação de 10 mil bancários até 2011.

Os bancários da Nossa Caixa terão distribuição linear de R$ 60 milhões bruto.

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Para o sindicato, a luta dos trabalhadores avançou principalmente em relação ao pagamento do valor adicional à PLR. Como o modelo anterior era condicionado ao crescimento do lucro em pelo menos 15%, este ano praticamente nenhum banco pagaria o adicional. Com o novo modelo, conquistado após 15 dias de greve, será distribuído 2% do lucro líquido de forma linear a todos os trabalhadores, com teto de R$ 2.100 tenha o lucro crescido ou não. O valor não pode ser descontado dos programas próprios. Com o novo formato da PLR os bancários podem receber até 2,2 salários pela regra básica, com teto de R$ 14.696 que somados ao teto de R$ 2.100 chega a R$ 16.796.

“Esse é um importante avanço, que garante o pagamento do adicional independentemente do crescimento do lucro. O sindicato vai fiscalizar os balanços dos bancos, para que não sejam utilizados subterfúgios que reduzam o pagamento aos trabalhadores”, ressalta Marcolino.

Atualizada às 20h50