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Servidores paulistanos protestam diante contra descaso de Kassab

Diante da sede da prefeitura de São Paulo, trabalhadores reivindicam negociação. Desde fevereiro categoria busca diálogo sobre reajustes
por José Mombelli, Jornal Brasil Atual publicado , última modificação 02/07/2009 10h19
Diante da sede da prefeitura de São Paulo, trabalhadores reivindicam negociação. Desde fevereiro categoria busca diálogo sobre reajustes

Os funcionários públicos da cidade de São Paulo se reuniram diante do gabinete do prefeito Gilberto Kassab, no Viaduto do Chá, no centro Velho, na terça-feira (1º). Foi mais uma manifestação da campanha salarial de 2009. Os trabalhadores protestaram  contra o reajuste de 0,01% proposto pela gestão municipal.

O Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo (Sindsep), que representa cerca de 140 mil trabalhadores, reivindica além de aumento salarial de 14,42%, incorporação ao salário de todas as gratificações e extensão desse benefício aos aposentados e pensionistas.

A presidente do Sindsep Urene Batista de Paula afirma que a atual administração não considera as necessidades salariais dos servidores e ignora os trabalhadores como categoria profissional. "A categoria está indignada com o desrespeito, com o descaso da administração pública municipal em relação à questão salarial, principalmente os com mais baixos salários", lamenta.

Ela afirma que o piso para esses trabalhadores de R$ 440 e a database é em 1º de maio. "Entregamos uma pauta de reivindicação em 4 de fevereiro, este é o quarto ato que realizamos e o prefeito não abre negociação para discutir questões salariais dos trabalhadores municipais", protesta.

O Sindsep impetrou um mandato de segurança contra o prefeito Gilberto Kassab, que disponibilizou os dados de 161 mil servidores no site da prefeitura. De acordo com a entidade, o prefeito expôs a privacidade dos trabalhadores, e fez uma divulgação desonesta, uma vez que o cadastro veiculado, apresenta o valor bruto dos vencimentos, incluindo auxílio refeição, auxílio alimentação, vale transporte e outras gratificações descontadas do salário. O mandato de segurança ainda não foi julgado.