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Químicos denunciam irregularidades de empresa de cosméticos

Horas extras não eram registradas e multa do FGTS retida no ato da demissão
por José Mombelli, Jornal Brasil Atual publicado , última modificação 03/07/2009 15h54
Horas extras não eram registradas e multa do FGTS retida no ato da demissão

O Sindicato dos Químicos de São Paulo e Região faz, nesta sexta-feira (3) manifestação diante dos portões da empresa Weckerle do Brasil, em Santo Amaro, na zona Sul da capital paulista para denunciar arbitrariedades e ilegalidades cometidas contra os trabalhadores.

De acordo com denúncias encaminhadas ao Sindicato desde o mês de maio pelos funcionários, a empresa fabricante de cosméticos cometeu irregularidades na liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), no ato de homologação de desligamentos e no pagamento de horas extras.

O Secretário de Comunicação do Sindicato dos Químicos, Hélio Rodrigues de Andrade, afirma que durante o processo de apuração das denúncias, um dirigente foi agredido por um funcionário do Departamento de Recursos Humanos da indústria.

"O que motivou a ação do nosso dirigente, covardemente agredido pela empresa, foi a denúncia que recebeu no sindicato da não colocação das horas extras na folha de pagamento, na questão da multa dos 40%, a empresa retinha os 40%, obrigava o trabalhador a fazer um contracheque no valor e, na boca do caixa, pegava o dinheiro", declara.

"Outra denúncia que temos contra a Weckerle do Brasil é que ela não deixa trabalhador se associar ao sindicato, ela tem uma prática antissindical", sustenta. Cerca de 250 funcionários trabalham na Weckerle do Brasil.

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