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Petrobras pune trabalhadores que participaram de greve

Sindicado do Norte Fluminense acusa empresa de pressionar trabalhadores tendo em vista a negociação da categoria
por anselmomassad publicado , última modificação 03/07/2009 10h25
Sindicado do Norte Fluminense acusa empresa de pressionar trabalhadores tendo em vista a negociação da categoria

Trabalhadores de plataformas de extração de petróleo estão sendo punidos pela Petrobrás por participação em greve. Segundo denúncia do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense cerca de 90 trabalhadores de três plataformas da unidade da Bacia de Campos sofreram advertências por escrito e suspensões.

O sindicato afirma que a empresa criou uma comissão interna de apuração da greve nacional, realizada em março deste ano. A comissão é formada apenas por gerentes da Petrobras. Para a companhia petrolífera estes trabalhadores cometeram excessos durante a greve que teve a duração de cinco dias, o que justificaria as punições.

O diretor do departamento jurídico do Sindipetro do Norte Fluminense, Marcelo Abraão, nega as acusações Para ele os trabalhadores agiram conforme a Lei de Greve e afirma que as punições são ilegais. 

"O que ela está fazendo é se utilizar de meios arbitrários, autoritários para poder não só punir os empregados, o que ela está fazendo na realidade é pressionar os empregados por causa do nosso acordo coletivo em setembro próximo", sustenta.

A atitude da Petrobrás será debatida durante a primeira Plenária Nacional da Federação Única dos Trabalhadores, que começou nesta quinta-feira, no Paraná. Participam do evento dirigentes sindicais de toda a América Latina, representantes da Coordenação Nacional do MST, dos movimentos sociais e estudantis.

O controle estatal e social do petróleo e gás brasileiros, a democratização dos meios de comunicação e a  descriminalização dos movimentos sociais também estão na pauta.  Durante a abertura do encontro o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP) disse que a principal proposta política da plenária é ampliar a integração dos petroleiros com os camponeses, fortalecendo a unidade de classe entre trabalhadores de realidades diversas, mas com ideais semelhantes.