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Greve chega ao fim na USP para professores e funcionários

Estudantes decidem, por diferença pequena de votos, continuarem parados até a próxima assembleia, no meio de julho
por João Peres, da RBA publicado , última modificação 01/07/2009 11h31
Estudantes decidem, por diferença pequena de votos, continuarem parados até a próxima assembleia, no meio de julho

Os funcionários e professores da USP decidiram encerrar nesta terça-feira (30) em diferentes assembleias o movimento de greve. Ambas categorias consideraram importantes os avanços conseguidos nas negociações com a Reitoria da Universidade, que concede um reajuste salarial de 6,05%, embora bem distantes dos 16% pedidos inicialmente.

Colaboraram para o enfraquecimento das discussões o início de férias letivas e a decisão do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) de não ceder.

Para os servidores, os pontos aceitos preveem o reajuste de auxílio-alimentação e auxílio-creche, além de implantação de auxílio-educação. A decisão vale para os funcionários do campus Butantã, na Zona Oeste de São Paulo, que acertaram com a reitora Suely Vilela a promessa de que os dias parados não serão descontados do pagamento.

Os docentes apontam que, daqui para a frente, o desafio é manter a mobilização, com debates sobre a organização estrutural das universidades estaduais paulistas e contra o ensino a distância proposto pelo governo paulista. Além disso, os professores pedem a derrubada da medida que realizou mudanças na carreira docente, aprovada, segundo eles, de maneira ilegal pelo Conselho Universitário da USP.

Em reunião na segunda-feira (29), o Cruesp comprometeu-se que não haverá a implantação do curso de Ciências da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp) enquanto não for realizada uma ampla discussão com a comunidade.

Na assembleia dos estudantes, a manutenção da greve foi aprovada por 150 votos a 147. Os alunos querem a saída da reitora Suely Vilela do cargo e a democratização das estruturas da Universidade.

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